Pessoalmente, gostaria de esclarecer o que penso sobre o que está por trás dessa proposta de divisão e não divisão: para mim, os verdadeiros mentores e promotores (mega-empresários e mega-políticos), dessa proposta, tanto do SIM quanto do NÃO, não passam de um monte de oportunistas que nunca ligaram de verdade para a população trabalhadora de nosso Estado.
São movidos apenas por seus interesses mesquinhos, de enriquecer cada vez mais às custas do suor do povo trabalhador, aumentando suas fortunas, enquanto a qualidade dos serviços mantem-se a mesma: péssima. Com ou sem divisão.
O problema, na verdade, não é dividir ou não dividir, é promover uma radical distribuição das enormes riquezas paraenses, que hoje estão concentradas na mão de uns poucos SENHORES, seus SUSERANOS e VASSALOS.
E isso, prezados leitores, infelizmente não vai acontecer, nem com a vitória do NÃO, e muito menos com a vitória do SIM.
Só vai ocorrer quando o povo trabalhador, organizado e mobilizado, lutar pela sua participação política, para de fato intervir nos rumos de nosso Estado; reduzindo (ou extirpando) a margem de ação desses sanguessugas, que só agem de olho em seus interesses de classe. Só vai ocorrer quando os trabalhadores de todas as categorias tomarem para si a construção de seu futuro, elegendo pessoas realmente comprometidas com projetos radicais de transformação social, única alternativa capaz de garantir desenvolvimento com justiça social, em outras palavras DESENVOLVIMENTO PARA TODOS.

Meu pensamento compartilha com o seu, excelente texto.
ResponderExcluirObrigado, Claudia, é um enorme prazer tê-la como leitora.
ResponderExcluirVoce não conhece o Pará, voce so conhece Belem, o Pará não é Belem. "O Brasil não conhece o Brasil, o Brasil nunca foi ao Brasil"
ResponderExcluirVenha conhecer o Oeste do Pará.
Anônimo do dia 20/11/2011, obrigado pelo convite. Posso até concordar com você, em relação às lacunas regionais, desde que você concorde comigo sobre os interesses mesquinhos, não da "base", do povão, mas dos que mais e diretamente vão ganhar com a divisão, que são, sim, as elites locais; da mesma forma que as nossas elites também não querem "largar o osso". Pior para o povo, é lamentável.
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