Almir Gabriel (na foto,com Jader Barbalho e Domingos Juvenil), o ex-tucano, que, melindrado, deixou o partido que fundou, depois deste recusar-se a apoiá-lo em mais uma de suas aventuras isoladas, se tornou conhecido pela alcunha de "rato fujão", depois de abrir mão de uma candidatura a Prefeitura de Belém dada como certa, em favor de Hélio Gueiros, o Papudinho. Posteriormente, descobriu-se que o recuo fazia parte de um acerto, que garantia ao tucano um amplo apoio para a eleição ao governo do Estado.
Às vésperas da eleição municipal, o Rato Fujão, já velho, desnorteado e politicamente isolado, tornou-se uma verdadeira metralhadora giratória, atirando para todo lado e unindo-se a Deus e o mundo para, quem sabe, um dia mostrar aos seus ex-pupilos tucanos que ele era e sempre foi o único iluminado do partido.
Confira uma entrevista com o Rato Fujão, que é o provável candidato do prefeito falsário Dudu à prefeitura de Belém pelo PTB (partido do mensaleiro Roberto Jefferson), à jornalista Ana Célia Pinheiro, em seu blog A Perereca da Vizinha.
Abaixo, trechos da entrevista:
Perereca: O senhor acha que o PMDB pode vir a lhe apoiar, afinal, o senhor fez as pazes com o Jader na última eleição?
Almir Gabriel: Eu gostaria imensamente. O PMDB, PT, todo mundo.
Perereca: Mas o PT vai ser difícil lhe apoiar, não é?
Almir Gabriel: Eu acho difícil porque eles não têm rumo aqui no Pará. Eu me lembro que quando eu estava disputando contra o Jarbas Passarinho, estive com o Lula, em Brasília. Ele era deputado federal e eu era senador. O Lula se virou pra mim e disse: “O PT do Pará tem muito maluco. Não me pede que te dê apoio”. Ele disse pra mim! Agora o Lula esteve aqui comigo e se ofereceu para vir aqui em casa. Eu não o recebi aqui porque ele era presidente da República e estava carregando uma candidata. Então, achei que o melhor seria um lugar neutro – e sugeri isso. Ele me recebeu na Base Aérea de Belém. Ele e a Dilma, ambos super, ultra cansados, pela campanha que estavam finalizando aqui. Mas de qualquer maneira me pediram para eu dar apoio. Qual é o problema? O PSDB me pediu para dar apoio? Não, não me pediu.
Perereca: Se o Jatene tivesse pedido o senhor teria dado?
Almir Gabriel: Não.
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