segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ELEIÇÕES: DS mais próxima de indicar candidato petista

Em seu Bilhetim, o cientista político Edir Veiga revela os bastidores das articulações petistas para as eleições municipais do ano que vem:





Pela primeira vez em 10 anos o PT reuniu a totalidade dos membros do Diretório Municipal (45 membros) para discutir se haveria ou não prévias para a escolha do candidato a prefeito do Belém.

O campo majoritário que era contra as prévias e defendia , tão somente, um encontro municipal para defender a problemática, foi derrotado por 21 a 19. Ou seja, quem manda dentro do DM-PT Belém é a coalizão comanda pela DS [Democracia Socialista, tendência interna do PT, a qual pertence a ex-governadora Ana Júlia].

Para impor suas posições políticas a DS contou com a aliança com a Convergência Socialista Revolucionário, ligada ao ex-força socialista, Stéfanni Henriques e com o apoio da Articulação de Esquerda.


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Com o poder demonstrado na decisão sobre as prévias, e com o potencial econômico emanado do gabinete de deputado federal, a DS e seus aliados demonstraram que podem ganhar o primeiro e o segundo turno das prévias que vai indicar o candidato a prefeito de Belém pelo PT. Puty assume a condição de favorito para ser o candidato petista em 2012 em Belém.

O PT é isso, funciona na lógica do cabo de guerra, não importa o que é melhor para o partido, o que move esta organização é o projeto de cada facção. Diria mais, o marxismo-leninismo continua o mesmo. O PT não passa de guarda chuva de projetos particulares.

Creio que as prévias dão mais vitalidade ao partido, quando funciona com base na militância voluntária e nos debates de idéias. No PT há muito, está lógica não existe mais: o que conta é a quantidade de militantes mobilizados a partir de critérios pragmáticos, da patronagem e do poder econômico.

Alguém me diria, mas a profissionalização de militantes é a lógica de todos os partidos. Eu responderia, é verdade, Mas o PT não nasceu para repetir estas práticas. A cultura democrática e socialista e a produção de novos valores nas relações políticas, partidárias e inter-pessoais seria a materialização hoje, do embrião da sociedade que se quer erigir, pelo menos assim formulou Antônio Gramsci.

"Todos" somos burgueses, e reproduzimos na íntegra prática de uma cultura política que deveria ser enterrada na sociedade brasileira. Adios novo mundo a partir da política-partidária. Que todos nos "locupletemo-nos".

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