quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Polícia para quem precisa

Enquanto os verdadeiros criminosos deste Estado desfrutam com desenvoltura e pompa do largo patrimônio construído com anos de pilhagem do dinheiro público, inclusive posando como "homens de bens" na prestigiadas rodas sociais, o Ministério Público do Estado (MPE) volta-se, a despeito de garantir o cumprimento da lei, contra um grupo de pobres (mas de uma riqueza ética que os corruptos ignorados pelo MPE não possuem) professores que estiveram à frente da última greve da categoria, que (pasmem!) lutou pelo cumprimento de uma lei federal, ratificada inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora é assim: cadeia para quem luta pelos seus salários e complacência para quem indiretamente rouba esses mesmos salários.

É, meus queridos leitores e leitoras, o capitalismo tem mesmo dessas coisas; manifesta suas contradições em todos os aspectos da realidade, sempre seguindo sua lógica perversa: premia os exploradores e sacrifica os que lutam pelo fim da exploração.

A luta tem que continuar.

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Governo que protege corruptos usa a polícia para intimidar educadores
Coordenadores estaduais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) da capital e do interior do Estado foram notificados a comparecer à sede da Divisão de Investigação e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil. Confira AQUI a notificação, que foi dirigida para 46 lideranças sindicais, dentre elas a professora Isabel Sales, do município de Santarém.

O procedimento policial foi instaurado por provocação do Ministério Público e visa apurar a prática de "crime de desobediência". A alegação do MP é de que o Sindicato não acatou a decisão do juiz Elder Lisboa que determinou no dia 04/11 o retorno de 100% dos professores e técnicos ao trabalho

O advogado do Sintepp, Walmir Brelaz, disse que entrou com um habeas corpus para trancar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado na Polícia Civil, sob o fundamento de que não houve crime de desobediência ao fim da greve. "A Polícia Civil não tem o poder de determinar que o Sintepp apresente todos os 46 servidores porque o crime é individual e a intimação tem que ser pessoal. Em tese, os mais de 10 mil servidores que entraram em greve teriam que também responder na polícia".

Em NOTA, o Sintepp repudiou a notificação da Polícia, que representa uma tentativa de intimidação/criminalização da categoria. "Não permitiremos que os trabalhadores em educação deste estado sejam julgados por 'formação de quadrilha', pois acreditamos que quadrilha está entranhada no poder, pois até hoje a justiça não se manifestou a respeito dos milhões desviados dos cofres públicos pelos corruptos da Assembleia Legislativa, que inclusive era dirigida pelo Senador Tucano Mário Couto. Queríamos ver a senhora promotora se manifestar e pedir a prisão destes senhores que saqueiam o dinheiro público, ou mande prender o Governador Jatene, por descumprir uma lei federal".

2 comentários:

  1. Enquanto isso,Jhon,voltamos às escolas,sofrendo pressões de todos os lados:a seduc querendo acabar o ano letivo de qualquer jeito,as diretoras exercendo seu "papel",cobrando conteúdo,provas,horários,e,agora,professor não pode mais adoecer.....E ainda os colegas q não grevaram nos recriminando.Um beijo revolucionário.....

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  2. Outro pra você. Olha, Lígia, é pra isso que precisamos lutar pela aprovação urgente de um Projeto de Lei instituindo ELEIÇÕES DIRETAS pra diretor. Para os colegas que não grevaram, acho que a resposta a eles será nosso contracheque com piso novo de R$ 1.450,00 em março, inclusive com os retroativos de janeiro e fevereiro. Pois se não tivéssemos entrado em greve, com certeza, nem isso teríamos.

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