segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A greve dos professores paraenses continua

Em uma Assembléia Geral massiva, em que participaram cerca de 1.300 pessoas, realizada na manhã desta segunda-feira, 07, no Centro Social de Nazaré (CAN), os professores da rede estadual do Pará decidiram manter a greve estadual da categoria, que completa hoje 41 dias, e que tem como principal pauta de reivindicação o pagamento integral e imediato do piso salarial mínimo da categoria, cuja lei federal foi confirmada pelo STF no mês de setembro deste ano.

Indignada, a categoria decidiu também recorrer da decisão do juiz Elder Lisboa, que determinou o retorno imediato das aulas, entretanto não determinou o pagamento imediato do piso nacional dos professores, atualmente, no valor de R$ 1.187,00. O governo diz que não tem dinheiro e quer pagar apenas 30% (ou seja, R$ 27,00) da diferença entre o piso legal e o piso praticado atualmente pelo governo do Estado, em torno de R$ 1.090,00.

Entretanto, estudos encomendados pelo sindicato da categoria, o Sintepp, revelam que, além de ter dinheiro suficiente em caixa, o governo do Estado nada vai receber do dinheiro que está solicitando do MEC, pois não vem aplicando os 25% do seu orçamento na educação, uma das exigências do Ministério para fazer a complementação.

"O governo mente para a população e para a categoria quando diz que não há dinheiro para a educação. Pois, qualquer cidadão deste Estado sabe que há dinheiro para outras "prioridades", como a corrupção, através do pagamento de deputados corruptos e funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa, que juntos consumiram mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos, sem contar os esquemas que ainda não foram descobertos e que desviam recursos que dariam não apenas para pagar o piso mínimo da categoria, mas para melhorar a situação da educação como um todo", comentou o professor José Miguel Alves, do Colégio Pedro Amazonas Pedroso e um dos membros do Comando de Greve da categoria.

Com palavras de ordem como A GREVE CONTINUA, JATENE A CULPA É TUA e Ô Ô, JATENE, EU VER, O DINHEIRO DO PISO APARECER, os professores encerraram a Assembléia e realizaram uma passeata até o Centro Integrado de Governo (CIG), onde deram uma vaia coletiva ao governador Simão Jatene, aos secretários Nilson Pinto e Alice Viana e ao juiz Elder Lisboa.

Nesta terça-feira, dia 08, a manifestação continua, com um ato em frente ao TJE, na rodovia Almirante Barroso e  na quarta-feira, dia 09, em frente ao Trevo do Conjunto Satélite, na rodovia Augusto Montenegro.

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2 comentários:

  1. Quando os professores vão terminar essa greve ? -' nossa to cansada de ir para a escola e não ter aula, eles também devem pensar nos alunos. Já está no final do ano e ainda nem realizamos a 3° etapa de provas. Fico INDIGNADA !

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