O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, poderá ser o sexto homem de confiança do governo petista de Dilma Roussef a cair por denúncias de corrupção. E quem está por trás da maior parte das denúncias é a revista Veja, considerada a mais reacionária, conservadora e direitista publicação do país, o que faz muitos dos denunciados apelarem para uma "teoria da conspiração", em que Veja, juntamente com um outro punhado de grandes veículos de comunicação, formariam o que os atingidos - especialmente os que tiveram origem na esquerda - alcunharam de PIG (Partido da Imprensa Golpista).
A julgar pelo crescente número de ministros caídos do governo Dilma, só podemos chegar a duas conclusões: ou esse PIG existe de fato e é tão poderoso e eficiente a ponto de forjar esquemas de corrupção fantasiosos, só para prejudicar um governo a que se opõem descaradamente. Ou, ao invés de PIG, o que existe de fato é um governo criado sobre bases e esquemas da natureza corrupta; resumindo, um governo que não consegue governar sem fazer acordos com os partidos e personalidades mais corruptas desse país.
O leitor saberá tirar suas próprias conclusões.
Após acusações, Carlos Lupi afasta assessor e pede investigação no Ministério do Trabalho
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou neste sábado (5) que afastou um assessor do ministério depois de acusações de corrupção em sua pasta, publicadas na edição deste fim de semana da revista "Veja". Além de determinar o afastamento do assessor especial e coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, Lupi afirma que requereu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal investigue as denúncias.
Matéria publicada pela "Veja" aponta Anderson Alexandre Santos como operador de um suposto esquema de cobrança de propinas a organizações não governamentais (ONGs) que tinham contratos com o Ministério do Trabalho.

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