Hoje, no Bom Dia Brasil, o Alexandre Garcia estava esperneando contra a determinação de classificação de horário da programação das emissoras abertas, visando a garantir a integridade de crianças e adolescentes. Para o articulista da TV Globo, quem deve cuidar do bem-estar das crianças é a própria família, não devendo o Estado se envolver nessa questão, sob pena de estar praticando a censura, um conceito atrás do qual a grande imprensa burguesa se esconde para praticar as mais odiosas arbitrariedades e até mesmo uma ditadura branca, a partir do momento em que detém e aplica todos os poderes de que dispõe de forma absoluta, tendo como único limite os seus próprios interesses empresariais.
Nem precisa dizer que essa visão liberalizante, esse raciocínio perigoso é o mesmo que tem valido na prática para outras áreas, como educação, saúde, em que a ausência do Estado (como a questão do aborto, por exemplo) tem deixado à mercê da própria sorte milhões de crianças e adolescentes cujas famílias, ou não tem condições, ou não tem preparo suficiente para suprir as generalizadas lacunas do Estado.
É por essa ideologia de desresponsabilização do Estado com as coisas públicas, que nossas crianças e adolescentes tem caído, cada vez mais cedo, nas mãos da marginalidade e lá sendo dizimadas precocemente, como foi o caso dos seis adolescentes executados em Icoaraci, há duas semanas.
E, convenhamos, essa programação das TVs abertas (não apenas da TV Globo, é lógico) não é nada edificantes ou educativa. Na verdade, em muito pouco ou quase nada, tem contribuído para a formação de adultos conscientes, instruídos, com base numa ética da solidariedade, da tolerância e do respeito. Ao contrário, é só besteirol e mais besteirol, que só nos empurra para um embrutecimento crônico que faz do Brasil um país de energúmenos, como Tiriricas, falsos justiceiros como Ratinhos e Datenas, bajuladores como Faustões e Hebes ou boçais da laia de Luciano Huck, etc.
Tá na hora de dar um basta nessa farra - toda ela em nome da audiência fácil que visa ao consumismo e ao aos donos do "mercado - e exigir, sim, uma programação mais adequada e educativa para nossas crianças e adolescentes.
A não ser que vocês, meus cândidos leitores, queiram deixar a educação de suas crianças nas mãos da "Tereza Cristina" ou da Escolinha do Gugu. Eu não recomendo.
PS: No vídeo abaixo, um pouco da "qualidade" da TV brasileira, inclusive na emissora que pertence a uma igreja evangélica.
PS: No vídeo abaixo, um pouco da "qualidade" da TV brasileira, inclusive na emissora que pertence a uma igreja evangélica.
Precisamos realmente pensar em caráter de urgência ações que possam chocar a nossa comunidade sobre os efeitos perniciosos das revistas virtuais. Adorei este trabalho e pode ter certeza que estarei divulgando no meu local de trabalho esta iniciativa . Parabens!
ResponderExcluirObrigado, o que importa é lutarmos pra melhorar a situação, principalmente dos trabalhadores.
ResponderExcluirValeu, Azenaide.