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domingo, 26 de julho de 2020

Live carnavalesca: Hoje é dia de samba paraense ao vivo

Diz o ditado: "Quem não gosta de samba bom sujeito não é". Não sei se é verdade, mas sei que a nata do samba paraense estará reunida hoje à tarde, a partir das 15h, para promover a Live das Escolas de Samba paraenses.



O evento tem a coordenação das Escolas de Samba Associadas (ESA), liga que representa escolas do porte do Quem São Eles.

Assista Aqui:



Com o lema "Carnaval é necessário", o evento contará com a participação de cantores e músicos das escolas de samba do grupo especial do carnaval paraense e será transmitido ao vivo e simultaneamente pelo Youtube e Facebook.

Para participar, basta inscrever-se no canal da ESA no Youtube ou curtir a página da entidade no Facebook, conforme orientação abaixo.




Segundo o carnavalesco Glaucio Sapucaí, um dos organizadores da live, o objetivo do evento é "proporcionar momentos bem especiais preparados com bastante carinho para os amantes do samba e do carnaval paraense".

Então, é só gelar a cervejinha, o refri, a água e preparar o tira-gosto, e curtir o melhor do samba paraense da atualidade neste domingão de distanciamento social.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Professor paraense lança canal de aulas grátis de Química


O professor da rede pública estadual Anderson Marques acabou de lançar um canal no Youtube voltado para aulas gratuitas de Química, com objetivo de dar oportunidade a alunos que, neste momento de pandemia, encontram-se sem aulas presenciais e precisam preparar-se para o Enem, para concursos públicos, ou simplesmente manter o ritmo de estudos até o retorno gradual das aulas presenciais.

Formado em Química pela Universidade Federal do Pará (UFPA), onde também concluiu o curso de mestrado na mesma disciplina, Anderson tem vários trabalhos publicados na área de modelagem molecular. Com 15 anos de experiência, iniciou sua vida no magistério como contratado da Secretaria Estadual de Educação do Pará (Seduc-PA), onde logo viria a ser concursado, em 2006, sendo lotado na escola Maria Antonieta Serra Freire, em Icoaraci, onde trabalha até hoje, com turmas de ensino médio. Em 2008, ingressou na rede privada lecionando em escolas renomadas, como Colégio Santa Rosa, Physics, Equipe, Impacto, Ênfase, Universo, Sotestes, Aspecto, entre outras nas quais trabalha até hoje.

Com uma visão empreendedora, tornou-se sócio-fundador do Curso CN, específico em ciências da natureza, o qual, em menos de 5 anos, atingiu a marca de mais de 300 alunos e o primeiro e segundo lugar geral em medicina no vestibular 2020. 

Atualmente ainda faz parte da equipe de professores do Enem Pará, um projeto do governo do Estado, fruto de parceria entre Seduc e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), que oferece aulas on-line ao vivo para alunos de todo o estado via Youtube.

Anderson revela que decidiu criar seu canal para ajudar os alunos que estão sem aula presencial neste momento de pandemia, agregar conhecimento gratuito e reduzir as desigualdades educacionais, rumo a uma educação de qualidade. “Essa desigualdade foi catalisada pela pandemia, em que nós, professores, tivemos que nos reinventar de forma acelerada, avançando anos em manuseio de tecnologia educacional em apenas quatro meses, deixando um legado para os alunos que irão receber esse conteúdo pronto para aumentar o seu arcabouço teórico”, conclui. 

Fotos: Arquivo próprio do autor.
O blogue deseja vida longa ao canal e espera que os alunos paraenses aproveitem não só o aspecto gratuito das aulas, mas toda a experiência e preparo técnico que o professor tem a oferecer, valorizando a prata da casa. 

Assista abaixo a aula inaugural do canal.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Crônica do Dia: Nazareno Tourinho, um cristão que sonhava com igualdade

A partir de hoje publicarei aqui rotineiramente as crônicas do professor e jornalista João Carlos Pereira, uma de nossas unanimidades regionais no ramo das letras, tanto no magistério e no jornalismo, quanto na criação literária. Creio que seu nome e sua biografia dispensam apresentações; portanto, boa leitura a todos e todas.

 

O nome de Nazareno Tourinho voltou aos meus ouvidos e ao meu coração de uma forma intensa e doce, nos últimos tempos. Sempre que conversava com Betânia Fidalgo, recém-eleita para a cadeira que pertenceu ao amigo, na Academia Paraense de Letras, falávamos dele. Muitas vezes descrevi o Nazareno que conheci como se fosse um parente próximo e querido. Um parente espiritual, porque ele acreditava, ou melhor, tinha certeza, de que isso era possível. Um consanguíneo etéreo. Uma criatura que, em si mesma, experimentava a espiritualização da carne e a carnalização do espírito. Não por acaso eu dizia que era um barroco em plena definição.

Além da amizade, duas outras dívidas, ambas impagáveis, contraí com ele. A primeira surgiu, quando passou por Belém um médium (creio que não foi o João de Deus), que recebia uma entidade alemã, Dr. Fritz, salvo engano, responsável por curas extraordinárias. Nazareno passou em casa e levou meu pai para uma consulta, na tentativa de reverter-lhe a cegueira que o acompanhou, por livre deliberação, até o final da vida. Papai acreditava que se tratava de um problema cármico, porque, segundo assegurava, em encarnações anteriores comprazia-se sem queimar as vistas de escravos fujões, para que nunca mais buscassem a liberdade. Antes de voltar a este mundo, na forma de Joel Pereira, pediu para ser penalizado com o mesmo castigo que impingia aos seus negros. Foi atendido. Na maternidade, queimaram-lhe os olhos com nitrato de prata pingado em excesso. Eu queria tanto acreditar nisso, meu Deus... Como a consulta demorasse, levantou-se e foi embora. Mau pai era um homem impaciente e não suportava esperar.

No dia seguinte, Nazareno não se deu por vencido. Voltou em casa e praticamente o arrastou para o local das curas. Desta vez, o alemão o recebeu. Disse que não tocaria em seus olhos, porque ali havia um carma, mas assegurou que o coração estava fraco. Pegou o bisturi e rasgou-lhe o peito para desobstruir as artérias. Rezou, fechou a fenda e a cobriu com emplastro Sabiá. Avisou que o estrago era grande, mas que a cicatriz sumiria. Papai, que andava triste, pálido, alquebrado, ganhou cor, ficou ereto e parecia outro homem. Até Paulo Toscano, o cardiologista, ficou surpreso.

Seis meses depois, um infarto fulminante o levou. Eu também tenho uma cicatriz imensa no meio do peito e sei como é complicado desentupir artérias do coração. Corta pela, carne e músculo e serra-se osso até chegar ao coração. Depois costura-se tudo ( o osso é grudado com fio de aço) e a recuperação é lenta e dolorosa. Como alguém pode fazer isso com bisturi, sem anestesia, sobre uma maca, cercado de gente respirando em cima do doente, sem oxigênio, sem nada? A sobrevida de seis meses de meu pai foi a primeira dívida.

A segunda foi a acolhida que me deu, quando me candidatei à APL. O crivo do Nazareno para eleger alguém era finíssimo. Pois uma noite ele me chamou à sua casa, na Tamandaré, votou em mim, na minha frente, me entregou o envelope, me deu um abraço e disse que raramente fazia aquilo. Tive 28, dos 32 votos possíveis.

Apesar do abismo entre nossas crenças, nos queríamos muito bem. Eu o admirava e o respeitava por sua coerência humanizada. Nazareno Tourinho possuía apenas um farol: era Jesus Cristo, em quem enxergava a justiça, o amor, a tolerância, a caridade e a humanidade encarnadas. O espiritismo não era um escudo atrás do qual se ocultava. Era a roupa que vestia para encarar a vida com honestidade.

Intelectual que escrevia para teatro e ganhava prêmios mundo a fora, também produzia literatura a respeito de sua fé. Os espíritos, às vezes, o despertavam à noite para sugerir-lhe uma idéia, mas nunca se valeram de seus dons para ditar alguma coisa. O que ele escrevia, ele assinava.

Se havia alguma coisa de que Nazareno Tourinho não gosta era de elogio. Sempre que alguém destacava seus méritos na literatura, balançava as mãos com longos dedos, como se dissesse: para com isso. Também baixava os olhos e retomava a conversa, buscando apontar, na própria obra, elementos que a justificassem. Se recusava os aplausos, gostava de justiça e sabia que o teatro que produziu, em mais de seis décadas, tinha valor. Quando era reconhecido, nesse aspecto, ficava feliz.

Nazareno Tourinho foi, essencialmente, um homem bom. Muito bom. Cristão como pouca gente ousa ser, parecia andar sobre as pegadas de Jesus e fazia esse caminho de modo silencioso. Talvez pudesse ser chamado de Nazareno “bondade” Tourinho. Como se tivesse ouvido do próprio Cristo as lições de amor ao próximo, se aproximou da doutrina Espírita ainda muito jovem, quando conheceu um operário que lia Allan Kardec, e criou casas onde era havia teoria e prática do amor ao próximo, sobretudo ao próximo mais necessitado. Nos seus centros espíritas, o Evangelho ganhava forma, vida, densidade e luz. Nazareno foi um apóstolo na modernidade. Que o digam os pobres para os quais preparava lauta ceia de Natal. “Eles só comem peru uma vez por ano.Se sobrar, nós comemos depois.”

O rapaz que, aos 20 anos, decidiu ganhar o mundo, a partir do Rio de Janeiro, não suportou a vida na então capital do país, que o presenteou com uma doença pulmonar. De volta a Belém, ficou curado sem necessidade de remédios ou de tratamentos. Simplesmente curou-se. Aos 35 anos, entrou para a Academia Paraense de Letras, onde era querido e respeitado. Mesmo quando botava para quebrar. Mas sabia muito bem a diferença entre estar na APL ou no Bar do Parque, um lugar que adorava, sobretudo quando Ruy Barata estava lá. Entre os dois havia uma afinidade tão grande, que a morte do poeta não desfez. Segundo me disse, Ruy o visitou em sonho algumas vezes. Sonhar é uma coisa. Ser visitado é outra. Se alguém desejar saber a diferença, a pessoa menos indicada para explicar sou eu.

Se era para desfazer paradigmas, chamassem Nazareno Tourinho. O espírita progressista e lúcido casou-se com uma jovem, ligeiramente mais velha do que ele, de família judia, dona de lindos olhos verdes e senhora de muita simpatia. Com dona Miryan Zagury teve três filhos: Helena Emmanuel e Tânia Regina. Em 64, o regime militar fez sentir o peso da censura sobre suas peças e não o deixou em paz. Nazareno resistiu. O autodidatismo e a busca pelo conhecimento fizeram dele um sábio, que não aceitava nada sem poleminzar. Nem os princípios de sua crença. Era um teórico do Espiritismo. No catolicismo, os que fizeram como Nazareno ganharam o título de “doutor” da Igreja. Agostinho, Tomás de Aquino, João da Cruz, Antônio, Terezinha de Jesus, Catarina de Sena e Tereza d´Ávila e mais outros 29 santos mereceram o título, em 2000 anos de história.

Contestador por natureza, estava sempre disposto a levantar questões em nome das causas em que acreditava. Não suportava o que chamava de burguesia, embora, no final da vida, já estivesse mais tolerante. Inflado pelas convicções, chegou a propor, na juventude, a demolição do Theatro da Paz para que, naquele lugar, fosse construído um teatro mais simples, onde os pobres pudessem entrar. Ele acreditava que todos tinham direito ao melhor da vida e lutava por isso. Seu teatro era engajado e politicamente à esquerda, porque ele mesmo era contrário a todo tipo de sistema que oprimisse o homem.

Rigoroso intelectualmente, homem de muita leitura, não fazia concessões à mediocridade e sabia distinguir o que era bom do que era mais ou menos. Na vida real, reconhecia espaço para todos. No mundo da literatura, porém, era seletivo e radical. Por isso, quando havia eleições para a Academia Paraense de Letras, seu voto era sempre uma incógnita. Se algum candidato conseguia sua aprovação, podia se considerar um autor de méritos, porque ele não votava por amizade ou para atender ao pedido de um amigo. Seu voto era um troféu. Valia por uma consagração.

A pessoa que sonhava com um mundo melhor era um sujeito de quase um metro e noventa, magro, fumante, que andava curvado, sentindo o peso da idade e da doença que o consumia, mas não o derrotou. Morreu a dois meses de completar 85 anos. Tinha as feições longilíneas, cavadas e conversava pausadamente. Diante de um microfone, exaltava-se. Inflamava-se por justiça e por amor a Cristo. Sua voz era forte, grossa e a fala tinha o ritmo pausado. Quem quiser ouvir Nazareno tourinho, preste atenção em qualquer fala de seu filho, Emmanuel Zagury Tourinho, um dos melhores reitores que a Universidade Federal do Pará já teve. Tão bom, que acaba de ser reeleito para outro mandato. É muito igual.

No final da vida, foi perdendo a audição, mas nem por isso deixava de falar com os amigos por telefone. Quando a comunicação ficava impossível, alguém ao seu lado escutava e transmitia a mensagem. Ele retomava o aparelho e conversava como se tivesse escutado. A caixa de óculos presa ao cinto era sua marca registrada. No dia em que era preciso submeter-se à sessão de quimioterapia, sabia que poderia sofrer, mas, estranhamente, resistia. Uma vez, fui visitá-lo nos chamados “covões de São Brás”. onde morava, antes de se mudar para o bairro do Guamá, sem adivinhar que passara a tarde no hospital “Ophir Loiola”. No final do encontro, me disse: “acreditas que fiz químio? Eu não sinto nada, João. Não sei como isso acontece. Todo mundo reclama, mas eu não”.

Em 2014, recebeu uma grande homenagem da Academia Paraense de Letras, por ocasião da passagem de seus 80 anos. É a homenagem da casa aos seus membros mais longevos. Ao ser informado que haveria uma sessão especial só para ele, me pediu para ser o orador e eu aceitei a missão como um presente. Nazareno e eu éramos amigos de longo tempo. Ela sabia de minha estreita ligação com o catolicismo e respeitava. Como Chico Xavier, era grato à religião católica, porque reconhecia que, sem ela, não teríamos conhecido Jesus Cristo. Pouca gente tão cristã eu já encontrei como Nazareno Tourinho. Mais do que ele, difícil. Lutava por um mundo melhor para todos, mantendo os pés firmes, nas lutas do seu tempo, mas trazia os olhos voltados para Deus. Quando falávamos sobre a salvação das almas, baixava o tom da voz e quase segredava: “João, ninguém vai deixar de ser salvo. Ninguém”.

Em 19 de outubro de 2018, cansado de guerra, pode, enfim, repousar. Pelo bem que praticou, deve ter sido recebido com festas, eu diria, no céu. Ele reagiria, consertando: no plano espiritual. Onde quer que esteja, com certeza continua gerando polêmicas. Se não for assim, não será Nazareno Tourinho.



João Carlos Pereira

jcparis1959@gmail.com

Seduc lança edital para ampliar coleta seletiva nas escolas

Coleta seletiva na Escola Joaquim Viana.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pretende ampliar a coleta seletiva de resíduos sólidos para as escolas da rede estadual. Por isso, lançou um edital de chamada pública que tem como objetivo ampliar o cadastro atualizado das cooperativas que trabalham com coleta seletiva no Pará.

“A ideia é que todas as escolas do Estado realizem a coleta seletiva. Então esperamos receber propostas não só de Belém, mas de cooperativas de outros municípios”, esclarece Emlly Silva, técnica da Coordenação de Ações Educacionais Complementares (Caec). Ela lembra que as ações de educação ambiental na região Norte devem ser cada vez mais fortalecidas e o papel da escola é fundamental nesse processo.

O projeto da Seduc pretende, além da coleta seletiva, desenvolver trabalhos pedagógicos por meio de oficinas, palestras e teatros nas 927 escolas estaduais do Pará.

Desde 2011 o trabalho de coleta seletiva é realizado em parceria com a Cooperativa de Trabalho dos Profissionais do Aurá (COOTPA). Na sede da Secretaria, os servidores são orientados a fazer a separação dos materiais recicláveis. A maior demanda de material reciclado é o papel, mas a cooperativa também recolhe metal e plástico em menor quantidade. A ação acontece uma vez ao mês, com a coleta de cerca de uma tonelada de materiais produzidos nos diversos setores da secretaria.
 

O edital foi lançado para ampliar o número de participantes da coleta seletiva nas escolas paraenses. “Temos apenas uma cooperativa atuando na sede da Seduc. Ao ampliarmos para as escolas por meio desse edital teremos uma demanda maior para incluir outras cooperativas”, ressalta Emlly Silva

O edital pode ser acessado Aqui.

As informações são da Assessoria de Comunicação da Seduc-PA.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Literatura: Os cem anos de Ruy Barata

No dia em 25 de junho de 1920, nascia o poeta Ruy Barata, autor de (entre outras inúmeras obras de nossa música e literatura) de um verdadeiro hino amazônico e universal: a canção "Foi Assim", imortalizada nas vozes de Walter Bandeira, Fafá de Belém e Paulo André Barata, seu filho.

Santareno, poeta, advogado, professor, jornalista, compositor, deputado estadual e um eterno militante político, Ruy Barata deixou a terra natal aos dez anos de idade para estudar como interno no Colégio Moderno, em Belém.


Segundo artigo de Joaquim Onésimo Barbosa, publicado aqui, no Blog do Jeso Carneiro, Barata "escreveu e cantou o amor, as águas, a Amazônia, os amigos, a natureza, a vida humana, a morte, as inquietações do seu tempo, num tempo que tem tempo de tempo ser".

Ruy Barata, ao lado do colega Max Martins, no Bar do Parque, em Belém. Foto: Miguel Chikaoka/Arquivo.

Admirador do "poetinha", como era carinhosamente chamado, o deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) destinou emenda no valor de R$ 300 mil às comemorações ao centenário de Ruy Barata.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Eleições: Petistas convidam tucanos para vice em Santarém

Diferentemente da postura nacional em que o PT vem mantendo-se afastado de outros partidos de esquerda, como PDT e Rede, em Santarém a postura é mais audaciosa e pragmática.


A ex-prefeita Maria do Carmo e o tucano Ney Santana. Foto: Divulgação Facebook.

Lá, a ex-prefeita (e quase governadora), Maria do Carmo, pode ter como seu vice nas eleições municipais um candidato do PSDB, partido considerado até pouco tempo como o principal adversário petista.

Segundo o Blog do Jeso Carneiro, a oferta dos petistas locais já foi feita. Cabe agora aos tucanos dar o pontapé final para inaugurar esse novo tipo de dobradinha, típico de um momento estranho como este em que estamos vivendo.

Estudante paraense é selecionado para programa internacional

O estudante paraense Iranilson Miranda Brito foi um dos selecionados para o programa de intercâmbio Brazil Leadership Bootcamp (BLB), promovido pela Latin American Leadership Academy (LALA), que ocorrerá em São Paulo, em dezembro deste ano, juntamente com mais 30 jovens líderes de toda a América Latina.

O Bootcamp é um programa que busca desenvolver habilidades e competências de jovens líderes a serviço da sociedade, potencializando a sua capacidade de gerar mudanças positivas em sua comunidade. 

Iranilson é estudante da Escola Cônego Calado, em Igarapé-Açu, e foi um dos três selecionados para o Programa Parlamento Jovem Brasileiro (PJB), de 2019, promovido pela Câmara dos Deputados, quando concorreu com 113 inscritos no Estado do Pará.

Prefeituras divulgam números maiores que Governo do Pará

 
  • Levantamento mostra que 28 prefeituras do Pará divulgam números maiores de óbitos e casos de Covid-19 do que o governo estadual.
     
  • A Secretaria Estadual de Saúde do Pará confirma as diferenças e diz que há dificuldade na alimentação on-line dos dados pelas prefeituras.
     
  • Pesquisador da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) vê deficiências no fluxo dos dados entre prefeituras e governo.


A maior diferença foi verificada nos números da prefeitura de Itaituba, a cerca de 1,3 mil km de Belém (PA). No dia 12 de junho, o prefeito municipal, Valmir Climaco, e o secretário municipal de Saúde, Adriano Coutinho, informaram à coluna que já haviam sido registradas no município 35 mortes. No Painel da Covid-19 da Sespa (Secretaria Estadual de Saúde do Pará), contudo, o número divulgado era 11 mortes.
Mais Aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Seduc-PA sob investigação

A Polícia Federal amanheceu nesta quinta-feira na sede da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), para apurar denúncias de possíveis fraudes em contrato celebrado pelo Governo do Estado do Pará, através da Seduc-PA que tem como objeto a aquisição de cestas de alimentação escolar para a rede estadual de ensino como medida de enfrentamento à pandemia do Covid-19. Segundo a PF, o valor do contrato era de quase R$ 74 milhões.

Foto: Divulgação PF-PA

Denominada de "Solércia", substantivo que se refere à habilidade de enganar, despistar, a operação foi autorizada e determinada pelo desembargador Cândido Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal no Pará, a PF verificou indícios da existência de várias empresas que estariam em nome de pessoas interpostas, mas que pertenciam, de fato, a empresários que são proprietários de uma grande rede supermercado e magazine no Estado do Pará.

A PF constatou ainda que as empresas vencedoras dos contratos das cestas básicas estavam em nome de terceiros, configurando os crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e crimes previstos na lei de licitações.

Em nota, a Seduc-PA alega que a própria Secretaria cancelou imediatamente o contrato com a empresa contratada na época, quando tomou conhecimento da denúncia, acrescentando que não chegou a haver nenhum pagamento.


Eu, particularmente, espero que os administradores financeiros do Governo do Estado sejam mais atentos e criteriosos quanto à idoneidade das empresas com quem fecham contrato em nome da Administração; afinal esta não é a primeira vez que isso acontece. No caso dos respiradores - que também encontra-se sob investigação - havia um bom argumento, que foi usado pelo governador: o de que havia urgência no fechamento do negócio e dificuldade de encontrar respiradores disponíveis no mercado naquele momento, justificando o erro que foi cometido. Só que neste caso, da Seduc, a urgência não pode ser usada como pretexto para se fechar contratos sem a devida precaução e análise meticulosa, afinal, há profissionais devidamente capacitados para isso.

Portanto, os responsáveis pelas assinaturas desses contratos devem ser chamados a atenção pela imperícia que parece estar ocorrendo.

Fakenews paraenses e omissão da imprensa local

"Em 28 de abril, a polícia civil do Pará cumpriu mandados de busca e apreensão em Belém, nas casas de três blogueiros: Eduardo Sarmento Cunha, Diógenes Silva Brandão e Jhonathan Souza da Silva, responsáveis pelos blogs Amazon Live, Falas da Pólis e Pará Web News".

"Os três foram acusados de disseminar notícias falsas em redes sociais e portais jornalísticos. A polícia apreendeu ainda aparelhos eletrônicos e de informática, documentos, cadernos de anotações e outros objetos de uso pessoal dos investigados".
 

As informações acima são do site do jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, que deixa no ar a pergunta: As ações da polícia civil estadual são realmente uma ação de repressão contra a propagação de notícias falsas e crimes cibernéticos ou uma caça às bruxas contra adversários políticos do governador Helder Barbalho?
 

Lúcio Flávio levanta ainda suspeitas sobre o comportamento omisso da grande imprensa paraense a respeito deste caso.

Uma boa reflexão para quem quer saber a verdade dos fatos.
 

Mais aqui.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Interferência ou não?: Operação da PF chega Helder Barbalho

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (10) a Operação Bellum, que tem como objetivo apurar supostas fraudes na compra de respiradores pulmonares pelo governo do Pará para ajudar no combate ao novo coronavírus. A operação foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) com base em pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). 
As informações são do Portal G1. 

O governador Helder Barbalho defendeu-se, em rede nacional, em entrevista agora há pouco na Globonews, das acusações do MPF que resultaram nesta operação da PF. 



Só espero que esta operação não seja resultado da interferência do Bolsonaro, tanto na PF quanto no Ministério Público Federal e que a verdade prevaleça, pelo bem da população.
A PF (Polícia Federal) e o MPF (Ministério Público Federal) cumprem hoje mandados de busca e apreensão contra o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e outras 14 pessoas numa operação que apura supostos desvios de recursos e fraudes em processos de licitação para compra de ventiladores pulmonares destinados ao combate à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, no estado... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/06/10/pf-faz-operacao-para-investigar-compra-de-respiradores-pelo-governo-do-para.htm?fbclid=IwAR25eX5VgBwfe3EIbI2letnWHqN0KyJst1A_3ipkCx7W9kPaTB9nTC_RJTU&cmpid=copiaecola