quinta-feira, 12 de abril de 2012

Não deixe as palavras mandarem em você, ou, sobre como escrever uma crônica sem querer

Isso não era para ser uma crônica, mas tudo bem. 

Há alguns anos decidi criar um blog. Era o auge dos blogs. Todo mundo tinha um; era blog de notícias, de auto-ajuda, de emagrecimento, teve até blog pra ensinar mulher a como trair bem. E eu me deixei levar por essa onda. 

Depois de alguns anos de atualiza, abandona, atualiza, abandona, atualiza, abandona, decidi: “Quer saber duma coisa? Não vou fechar esse troço de vez; mesmo que passe um tempo sem vir aqui, vou deixa-lo eternamente aberto, que nem cemitério”. E foi assim que, até hoje, ainda permito-me achar que sou um “blogueiro”, mesmo que efetivamente não o seja. 

Atualmente venho pensando outra coisa sobre o ato de escrever e blogar (não nessa mesma ordem): para que meu blog esteja atualizado, basta que eu – além de encher linguiça com materiais de terceiros – escreva. “Elementar, meu caro Watson”. Nem tanto. Explico: Todos, às vezes, temos as mais prementes e variadas necessidades de escrever: aquela redação chata do professor de Português do segundo grau (euzinho), uma carta de intenção de emprego numa entrevista, uma resenha sobre metodologia do trabalho científico, na faculdade ou até mesmo uma carta de amor para aquela namorada romanticamente chatinha. O problema é que, apesar de toda essa obviedade, em boa parte dos casos, acabamos deixando de fazer o óbvio, ou seja, “escrever”, ou, pelo menos, começar a escrever. 

E é justamente aí que está o problema. Na maioria dos casos, não conseguimos produzir um texto exatamente pelo fato de não começar a escrevê-lo. Se toda vez que pensássemos num assunto, mesmo que não tivéssemos uma posição fechada sobre ele (ou sequer uma posição), mas sentássemos a discorrer sobre ele, mesmo que para dizer: “creio que esse assunto já foi abordado diversas vezes, porém nunca por uma mulher, o que me atrevo a fazê-lo”. Pronto, só aí, já teríamos o que chamam de introdução; melhor, já teríamos uma abordagem diferenciada, que nos permitiria, mesmo sem ser um Luís Fernando Veríssimo, criar um domínio, um cercadinho para o “nosso” texto. 

Raquel de Queiroz comparava o ato de escrever (literatura) a um parto, e de fato, quando não temos nenhuma inspiração, o troço parece bem mais difícil do que de fato é. Eu digo o seguinte: “Você não tem que levar as palavras muito a sério”. As ideias sim, merecem alguma reflexão. Mas as palavras? Elas nasceram para serem USADAS. Veríssimo tinha razão quando alcunhou-se “gigolô das palavras”. “Elas têm que saber quem é que manda”, defendia profanamente. 

De fato, se você não consegue “mandar” nas palavras, elas vão acabar dizendo pra você a hora e o local em que devem ocorrer. E quando se depende disso, respeitosos leitores, a gente acaba escrevendo a primeira, a segunda, a terceira linha, até as palavras gritarem: “já chega, nós queremos que você reflita sobre nós, queremos ter o direito de escolher nossa posição no texto!”. É como se elas quisessem ter uma DR com a gente. E aí, mano velho, todo mundo já sabe o final da história: adeus, texto. Portanto, quando isso acontecer, não as dê ouvido; ponha-as onde você achar melhor. Desnude-as até das vírgulas se você quiser. E, quando menos espera, verá que seu texto já está no final. 

PS: O blogue vai voltar a ser atualizado.
PS do PS: Rsrs.

Voltei de novo

Voltei de novo, novamente, outra vez.
Não sei se pra ficar direto.
Só sei que nunca vou de vez.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As maracutaias do Tapiocouto voltam à tona

O senador Mário Couto (PSDB-PA) foi denunciado nesta segunda-feira (30) pela segunda vez em menos de uma semana por supostos desvios de recursos da Assembleia Legislativa do Pará durante o período em que ocupou a presidência da Casa (2003-2007).

Esta segunda ação civil pública, protocolada pelo Ministério Público do Pará, trata de supostas fraudes em licitações de obras, que incluem até a contratação de uma fábrica de tapioca para realizar serviços de engenharia.


Mais AQUI.


Blogue de volta ao batente

Após dois meses de recesso, o Blogue retorna, devagar e sempre, na medida do possível....
Obrigado novamente pela compreensão, nobres leitores.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jordy X Diário Oficial do PMDB

Quem não tem rabo preso deve ser firme na hora de defender-se da imprensa marrom:


RESPOSTA [DO DEPUTADO FEDERAL ARNALDO JORDY] À NOTA DO REPÓRTER DIÁRIO

Vimos mais uma vez a este jornal solicitar a reposição da verdade diante da nota publicada na edição do último domingo na coluna Repórter Diário. Não sabemos por qual motivo, este jornal insiste em um assunto que já foi explicado por diversas vezes, inclusive com NOTA DE ESCLARECIMENTO (que segue em anexo), assinada por todos os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa, que apurou casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes, inclusive pela combativa deputada estadual, Simone Morgado, representante do PMDB na referida Comissão.



Meu comentário:

"Não sabemos por qual motivo, este jornal insiste em um assunto que já foi explicado por diversas vezes.."

Vossa Excelência "não sabe", mas eu sei muito bem o motivo desses ataques: trata-se de desgastar sua imagem, deputado, que é um dos fortes candidatos (assim como Edmilson Rodrigues) a ficar com a cadeira do falsário Dudu, que poderá ser do primo "pobre" Priante (PMDB) ou de um aliado tucano de Jader Barbalho.

Tarso Sarraf
Por isso, Vossa Excelência não deve se acovardar e fingir que "não sabe": parta para o ataque também e desmascare de forma mais contundente e corajosa esse jornal de quinta categoria, que só serve mesmo é para defender os interesses particulares da família Barbalho.

Foi por essas e outras que eu, como alguns outros blogueiros, critiquei sua falta de coerência ao apoiar o Priante no segundo turno das últimas eleições municipais (foto ao lado), um candidato que teoricamente seria incompatível com seu perfil na época.

Como dizia vovó: quem se mete com porcos, farelos come.

De qualquer forma, minha solidariedade a você, diante dessa campanha sórdida,que tenta empurrá-lo para a mesma lama onde chafurdam grande parte dos políticos locais e nacionais.

A charge do dia


O que é censura e o que é ditadura (do besteirol)

Hoje, no Bom Dia Brasil, o Alexandre Garcia estava esperneando contra a determinação de classificação de horário da programação das emissoras abertas, visando a garantir a integridade de crianças e adolescentes. Para o articulista da TV Globo, quem deve cuidar do bem-estar das crianças é a própria família, não devendo o Estado se envolver nessa questão, sob pena de estar praticando a censura, um conceito atrás do qual a grande imprensa burguesa se esconde para praticar as mais odiosas arbitrariedades e até mesmo uma ditadura branca, a partir do momento em que detém e aplica todos os poderes de que dispõe de forma absoluta, tendo como único limite os seus próprios interesses empresariais.

Nem precisa dizer que essa visão liberalizante, esse raciocínio perigoso é o mesmo que tem valido na prática para outras áreas, como educação, saúde, em que a ausência do Estado (como a questão do aborto, por exemplo) tem deixado à mercê da própria sorte milhões de crianças e adolescentes cujas famílias, ou não tem condições, ou não tem preparo suficiente para suprir as generalizadas lacunas do Estado.

É por essa ideologia de desresponsabilização do Estado com as coisas públicas, que nossas crianças e adolescentes tem caído, cada vez mais cedo, nas mãos da marginalidade e lá sendo dizimadas precocemente, como foi o caso dos seis adolescentes executados em Icoaraci, há duas semanas.

E, convenhamos, essa programação das TVs abertas (não apenas da TV Globo, é lógico) não é nada edificantes ou educativa. Na verdade, em muito pouco ou quase nada, tem contribuído para a formação de adultos conscientes, instruídos, com base numa ética da solidariedade, da tolerância e do respeito. Ao contrário, é só besteirol e mais besteirol, que só nos empurra para um embrutecimento crônico que faz do Brasil um país de energúmenos, como Tiriricas, falsos justiceiros como Ratinhos e Datenas, bajuladores como Faustões e Hebes ou boçais da laia de Luciano Huck, etc.

Tá na hora de dar um basta nessa farra - toda ela em nome da audiência fácil que visa ao consumismo e ao aos donos do "mercado - e exigir, sim, uma programação mais adequada e educativa para nossas crianças e adolescentes.

A não ser que vocês, meus cândidos leitores, queiram deixar a educação de suas crianças nas mãos da "Tereza Cristina" ou da Escolinha do Gugu. Eu não recomendo.

PS: No vídeo abaixo, um pouco da "qualidade" da TV brasileira, inclusive na emissora que pertence a uma igreja evangélica.


Prosecco para os ricos, farofa para os pobres

http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/t/edicoes/v/mp-investiga-qualidade-e-quantidade-dos-alimentos-servidos-em-escola-publica-do-parana/1715193/

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Polícia para quem precisa

Enquanto os verdadeiros criminosos deste Estado desfrutam com desenvoltura e pompa do largo patrimônio construído com anos de pilhagem do dinheiro público, inclusive posando como "homens de bens" na prestigiadas rodas sociais, o Ministério Público do Estado (MPE) volta-se, a despeito de garantir o cumprimento da lei, contra um grupo de pobres (mas de uma riqueza ética que os corruptos ignorados pelo MPE não possuem) professores que estiveram à frente da última greve da categoria, que (pasmem!) lutou pelo cumprimento de uma lei federal, ratificada inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora é assim: cadeia para quem luta pelos seus salários e complacência para quem indiretamente rouba esses mesmos salários.

É, meus queridos leitores e leitoras, o capitalismo tem mesmo dessas coisas; manifesta suas contradições em todos os aspectos da realidade, sempre seguindo sua lógica perversa: premia os exploradores e sacrifica os que lutam pelo fim da exploração.

A luta tem que continuar.

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Governo que protege corruptos usa a polícia para intimidar educadores
Coordenadores estaduais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp) da capital e do interior do Estado foram notificados a comparecer à sede da Divisão de Investigação e Operações Especiais (Dioe), da Polícia Civil. Confira AQUI a notificação, que foi dirigida para 46 lideranças sindicais, dentre elas a professora Isabel Sales, do município de Santarém.

O procedimento policial foi instaurado por provocação do Ministério Público e visa apurar a prática de "crime de desobediência". A alegação do MP é de que o Sindicato não acatou a decisão do juiz Elder Lisboa que determinou no dia 04/11 o retorno de 100% dos professores e técnicos ao trabalho

O advogado do Sintepp, Walmir Brelaz, disse que entrou com um habeas corpus para trancar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) registrado na Polícia Civil, sob o fundamento de que não houve crime de desobediência ao fim da greve. "A Polícia Civil não tem o poder de determinar que o Sintepp apresente todos os 46 servidores porque o crime é individual e a intimação tem que ser pessoal. Em tese, os mais de 10 mil servidores que entraram em greve teriam que também responder na polícia".

Em NOTA, o Sintepp repudiou a notificação da Polícia, que representa uma tentativa de intimidação/criminalização da categoria. "Não permitiremos que os trabalhadores em educação deste estado sejam julgados por 'formação de quadrilha', pois acreditamos que quadrilha está entranhada no poder, pois até hoje a justiça não se manifestou a respeito dos milhões desviados dos cofres públicos pelos corruptos da Assembleia Legislativa, que inclusive era dirigida pelo Senador Tucano Mário Couto. Queríamos ver a senhora promotora se manifestar e pedir a prisão destes senhores que saqueiam o dinheiro público, ou mande prender o Governador Jatene, por descumprir uma lei federal".

A charge do dia


Piso dos professores: Governo dá com uma mão e tira com outra

No blog do professor Marcelo Carvalho, Mídia, Educação e Meio Ambiente.

Governo anuncia pagamento do Piso em duas parcelas e incorporação do FUNDEB

Está escrito na declaração do governo:

Também já propomos e reiteramos incorporar ao salário dos professores, gradativamente, o Abono FUNDEB, que é pago desde 1997, mas que não é anexado ao vencimento, sobre o qual não incidem vantagens”, explicou o secretário especial de Estado de Promoção Social, Nilson Pinto. O Abono FUNDEB é um valor adicional pago aos profissionais do Magistério pelo governo do Estado e que corresponde a R$ 268,00 para 40 horas semanais, além das gratificações.

Comentário:

A incorporação do FUNDEB ao salário pode ser o indicativo de como o governo pretende pagar o nosso Piso: com a nossa própria gratificação do FUNDEB.

O caminho seria o seguinte: em janeiro o governo fará o alinhamento do vencimento base ao novo salário mínimo, o vencimento passará dos atuais R$1.096,44 para R$1.232,00 (carga horária de 40 h).

Em março fará a incorporação de 50% do FUNDEB, ou seja: R$134,00, o vencimento ficará em R$1.366,00.

Em setembro a incorporação do restante do FUNDEB, o vencimento será de R$1.500,00, neste momento haverá a superação do Piso.

No computo final do salário (vencimento + gratificações) o ganho não será animador, pois haverá aumento do vencimento base e subtração da gratificação do FUNDEB.

Mais uma vez o governo executará a política de conceder um beneficio por uma via e retirar por outra. Esta lógica política já experimentamos em setembro, mês em que supostamente o PCCR foi implantado e que resultou na mudança do cálculo das gratificações, desde então nosso salário ficou menor.

Marcelo Carvalho

Bonitinha, mas ordinária...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Belo Monte só no nome


Em greve, trabalhadores de Belo Monte negociam com consórcio

Funcionários da usina hidrelétrica de Belo Monte reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho; há duas semanas, 170 foram demitidos após paralisação

São Paulo – Em greve desde a última sexta-feira (25), trabalhadores do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, reúnem-se ainda na tarde desta segunda (28) com representantes do consórcio responsável pela construção da usina - a categoria reivindica melhorias nos salários e nas condições de trabalho.

Atualmente, o piso pago aos funcionários é de R$ 900, considerado abaixo do mercado, segundo sindicato da categoria. Os trabalhadores relatam que não terão permissão para passar as festas de fim de ano com suas famílias. O Consórcio Norte Energia determinou folga apenas entre os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, mas o período pleiteado é entre os dias 22 de dezembro e 5 de janeiro.

Os trabalhadores também denunciam precariedade nas condições de trabalho e alimentação. Cerca de 200 dos 1.800 trabalhadores passaram mal e tiveram intoxicação alimentar por conta de comida estragada distribuída na obra. No canteiro Palmital, que também faz parte do complexo, outros cinco trabalhadores tiveram distúrbios intestinais.

A última greve ocorreu no dia 12 de novembro -- na ocasião, segundo depoimento de alguns funcionários, 170 empregados foram demitidos depois de um protesto em que se queixavam de desvios de função.

O grupo de empresas, liderado pela construtora Andrade Gutierrez, argumenta que está discutindo a data base dos trabalhadores com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada e Afins do Pará (Sintrapav-PA) e que o prazo das negociações ainda não está encerrado.

Dilma bem na foto americana



A Ungida


A “The New Yorker”, revista que leem os nova-iorquinos ricos e famosos, brinda a presidente Dilma Rousseff com um artigo sobre o seu governo, trazendo uma despojada ilustração de sua excelência na matéria.

Nicholas Lemann, autor da reportagem “The Anointed” (A Ungida) desfila pela vida da presidente desde a sua oposição ao regime militar.

Nos dias atuais Lemann passeia pelos recentes escândalos que apearam seis ministros da Esplanada, deixando no ar o protagonismo da presidente nos episódios: “Ninguém acredita que Dilma é corrupta, mas, ela trabalhou por anos com algumas das pessoas que foram demitidas (por corrupção)”, declara.

A reportagem observa que “o Poder Executivo, no Brasil, detém mais poderes, é mais concentrador que nos EUA e é muito mais corrupto”, emendando que o Brasil é “caoticamente democrático, mas, tem uma imprensa livre.”.

Lemann tem razão na análise: o Capitólio não concede ao presidente 1% de margem de manobra no orçamento e, se Mr. President quiser mudar de lugar a dotação orçamentária do cafezinho da Casa Branca, tem que pedir autorização ao Congresso.

O Estado norte-americano é mínimo, por isto a corrupção é menor. Há estudos de gestão (os melhores são feitos na Alemanha) que conseguem desenvolver fórmulas de equilíbrio entre o tamanho do Estado (não me refiro a tamanho territorial) e o percentual de corrupção que ele embarca.

Voltando a matéria, Lemann faz ótimas referências à gestão da economia brasileira. Afirma que 28 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza nos últimos 10 anos, que o país tem orçamento equilibrado, dívida e inflação baixas e atinge quase o pleno emprego.

Ao fim, Lemann descamba para os aspectos negativos do Brasil: “a criminalidade é alta, as escolas são fracas e as estradas são ruins.”.

O pessoal que rotula a imprensa, ao ler a matéria de Lemann, vai ficar na dúvida para saber se a “The New Yorker” é do tal “PIG”, ou é o que o Zé Dirceu procura: uma revista de esquerda que fale bem do governo.

Asseguro-lhes que a revista não se faz à Leste e nem a Oeste: à guisa de ser independente, ela navega por todos os pontos cardeais da rosa dos ventos, para agradar tanto os gregos quanto os troianos, ou seja, republicanos e democratas, não necessariamente nesta ordem.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A democracia tucana nas escolas

Foto: Eunice Pinto/ Ag. Pará
"Diretor de escola é cargo de confiança". Foi a primeira frase do super-secretário tucano Nilson Pinto, na audiência com o Sintepp e com a Comissão de Negociação da categoria, na tarde desta segunda-feira, 28, ao reafirmar o seu projeto de gestão das escolas da rede estadual paraense, perguntado sobre o que faria a respeito do projeto de gestão democrática apresentado a ele pela direção do movimento ainda no início das negociações.


Para o ex-reitor da UFPA, "tanto faz o diretor ter sido eleito ou não, se ele não for bom para a educação, nós iremos substitui-lo".


Com essas pérolas que ilustram muito bem a concepção de democracia tucana, eu convido vocês, meus prezados leitores, a fazerem uma reflexão sobre a importância de se lutar - mesmo contra a vontade do secretário - pela aprovação imediata de um Projeto de Lei que institua o processo de ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETOR DE ESCOLA na rede estadual.


A não ser que concordemos em atribuir ao ex-professor Nilson Pinto e sua equipe tucana, a faculdade de nos dizer qual diretor é "bom" e qual é "ruim" para nossas escolas. 

PÓS-GREVE: Governo anuncia integralização do piso dos professores em duas parcelas

Foto: Eunice Pinto/ Ag. Pará 
O governo do Estado, em uma audiência com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) e membros da Comissão de Negociação da categoria, ocorrida na tarde desta segunda-feira, 28, no Centro Integrado de Governo (CIG) anunciou o pagamento do piso nacional da categoria em dois momentos: março e setembro de 2012. O pagamento do piso, o principal ponto da pauta de reivindicações da última greve da categoria, encerrada a pouco mais de uma semana, será pago já com seus valores atualizados para o exercício de 2012, ou seja, R$ 1.450,00, conforme anunciou a secretária executiva de Administração, Alice Viana.

Em companhia do secretário executivo de Educação, Cláudio Ribeiro, e do secretário especial de Promoção Social, Nilson Pinto, ela informou ainda que o pagamento da primeira parcela em março de 2012 já incluirá o retroativo referente aos meses de janeiro a março de 2012, enquanto que na segunda parcela, a ser paga em setembro de 2012, já estarão incluídos os retroativos referentes aos períodos de março a setembro de 2012. O pagamento dos retroativos referentes ao exercício de 2011 ou anos anteriores (conforme a regulamentação da sentença do STF) serão negociados futuramente.

Alice Viana acrescentou que as minutas com os projetos de lei com a previsão dos aumentos a serem enviados à Assembleia Legislativa serão apresentados ao Sindicato em uma audiência já agendada para início do mês de dezembro.

Descontos – Em relação aos descontos dos dias parados, a secretária informou que os dias descontados durante a greve serão ressarcidos em folha suplementar, a qual estará disponível a partir da próxima segunda-feira, dia 05/12.

Processos Disciplinares – Sobre a abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) e demais medidas punitivas, anunciadas durante a greve, os representantes do governo informaram que nenhuma dessas medidas foi ou serão adotadas e que caso tenha havido alguma ocorrência dessa natureza no âmbito das escolas, os membros do Sintepp ou qualquer pessoa poderão acionar a Seduc.

PCCR – Sobre a redução salarial acorrida com a implantação do Plano de Cargos Carreira e Remuneração (PCCR), no mês de setembro, o secretário de Educação informou que os técnicos da Secretaria já identificaram essas ocorrências e que os ajustes necessários já foram feitos para que não mais ocorra esse tipo de situação.

Assembleia – Após a apresentação da proposta do governo os membros da Comissão de Negociação informaram à equipe do governo que irão submetê-la aos fóruns da categoria, para depois retornarem com uma resposta definitiva, inclusive já solicitando uma nova audiência.

domingo, 27 de novembro de 2011

Vila Encantada 2001

Ontem estivemos na Vila Encantada. Abaixo um pequeno registro dessa NOITE FELIZ.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A reforma ministerial e os petistas

Em O Globo:



PT vai trabalhar para não perder espaço na reforma ministerial


BRASÍLIA - Para evitar disputas internas entre petistas e não melindrar a relação da sigla com a presidente Dilma Rousseff, o PT já informou ao Planalto de que vai trabalhar para manter no governo, a partir da reforma ministerial do início de 2012, o mesmo espaço ocupado hoje pelas tendências da legenda. Oficialmente, Dilma ainda não chamou o PT para discutir o tema. Porém, já intrigam os petistas as informações de que ela pretende reduzir o número de secretarias temáticas com status de ministérios - todas ocupadas por petistas.

As tendências devem manter seus espaços no governo

Ao tomar conhecimento dessa movimentação, Dilma expressou sua resistência à lógica petista de fazer um loteamento de ministérios como se fossem feudos de correntes partidárias. Ciente de que esse debate é delicado, o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), trata de esvaziar a discussão, afirmando que jamais conversou com Dilma sobre o tema.

Nos bastidores, porém, a perda de espaço de correntes do PT tem sido a maior preocupação dos petistas.

- As tendências devem manter seus espaços no governo. Isso é importante para preservar o equilíbrio partidário - disse nesta quinta-feira o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

A corrente Democracia Socialista (DS), por exemplo, tem feito forte mobilização para manter o Desenvolvimento Agrário. O atual ministro, Afonso Florence, é citado nas listas de cotados para sair na reforma.

Já a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil deseja manter a influência na Educação, com a saída de Fernando Haddad para disputar a prefeitura de São Paulo. Um grupo da corrente já defende a senadora Marta Suplicy para o posto.

Mas, como o Planalto sinaliza para uma solução técnica para a Educação, o PT tenta outra pasta para Marta, como a Cultura.

Outra tendência que deseja manter espaço é a Articulação de Esquerda. No governo, é representada pela ministra Iriny Lopes (Mulheres), que deve disputar a prefeitura de Vitória.

- A Articulação de Esquerda aceita substituir Iriny, desde que indique o substituto para o mesmo cargo - diz o vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).

Nas demais tendências, não deve haver disputa, já que a Mensagem deve manter o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Movimento PT está contemplada com Maria do Rosário (Direitos Humanos).

O Campo Majoritário é representado por vários ministros, como Alexandre Padilha (Saúde), Paulo Bernardo (Comunicações), Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e o próprio Haddad.

- A mesma coisa que serve para os partidos tem de servir para as tendências. Seria saudável fazer um rodízio de pastas, inclusive entre as tendências - disse o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).

O Planalto já identificou na movimentação das tendências do PT resistência à proposta de fundir secretárias temáticas - Igualdade Racial e Mulheres - numa única pasta de Direitos Humanos. Após as reações, Dilma pode desistir da ideia, para não complicar a relação com o PT e movimentos sociais.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Rock anos 80, sem frescura

Quem quer ser professor?

Publicado originalmente no blog Limpinho e Cheiroso.

Profissão docente: Quem quer ser professor hoje?

Glaucia Melasso e Luiz Claudio Carvalho

Responder esta questão é simples. Reúna dez jovens que cursam ensino médio e pergunte: quem quer ser professor? Sem sombra de dúvida a resposta será um profundo silêncio e rapidamente surgirão muitas negativas.

Caso a dúvida persista, reúna dez professores de ensino fundamental ou médio e pergunte: quem quer continuar a ser professor? Talvez seis professores respondam com uma negativa apressada, três responderão com outra pergunta – em quais condições? – e talvez um único solitário afirme, corajosamente, um SIM heróico.

É na perspectiva de discutir com este sujeito solitário que iniciamos este debate.

Olhadas rápidas na internet, leituras de jornal, conversas de corredor em escolas, faculdades e universidades apontam os motivos óbvios desta debandada geral de escolhas profissionais e carreiras: salários baixos, péssimas condições de trabalho, ausência de perspectiva, violência, desinteresse dos alunos, das famílias, do poder público, falta de prestígio social, formação deficiente e pouco atrativa.

Discutir profissão docente hoje no Brasil requer – além de estudos sociológicos, econômicos e antropológicos – um passeio pelo imaginário popular sobre a profissão.

Quem se lembra da música Meus tempos de criança, de Ataulfo Alves? A visão romantizada da professora primária, normalista, bonita e dedicada aos alunos, que remonta à infância feliz… Onde está esta professora? Aliás… Em quais esquinas de nossa história da educação se perderam a escola normal, os institutos de educação, depois os institutos superiores de educação? Em qual UTI se encontram os cursos de pedagogia e licenciatura?

E a cinematografia sobre a carreira? Em geral, os professores retratados estão muito mais próximos de um Dom Quixote alijado de seu Sancho Pança do que de um profissional real, daqueles que vai dar sua aula todos os dias e recebe um salário pelos serviços prestados. Exemplos são muitos. Dos clássicos Good bye Mr. Chips e To sir with Love ao apaixonante e recente Take the lead com Antônio Banderas. Da China temos o belo Nenhum a menos.

A produção cinematográfica brasileira deixou poucos registros sobre o profissional da educação, mas entre estes é possível destacar Central do Brasil e Anjos do arrabaldeque, apesar da crueza, confirmam a visão romântica sobre a missão idealizada do professor.

Há alguns anos surgiu um adesivo desses que se colocam nos vidros traseiros dos automóveis que dizia: “Hei de vencer mesmo sendo professor”. O adesivo – lançado por um sindicato de professores – trazia, à época, uma mensagem que poderia ter interpretações diversas.

Uma das interpretações era: apesar do salário miserável que recebo, não pretendo morrer de fome. De certa forma esta interpretação não perdeu sua atualidade. Professores de escolas públicas municipais, estaduais e federais de qualquer nível de ensino eram mal remunerados, alguns de forma aviltante. Esta condição ainda permanece.

Uma outra interpretação era que, apesar de meu trabalho não ter reconhecimento social, continuarei tentando. Atual ainda!

O adesivo também podia ser interpretado como eu sei que não valho muita coisa, mas é o que dá para fazer. Uma interpretação assim talvez seja consequência das outras já citadas. Os percalços pelos quais o professor é obrigado a passar atiraram sua autoestima para um lugar desconhecido. É possível ver naquele adesivo um exemplo de como um grupo de profissionais pode escrever seu próprio obituário. Fosse vivo, Sócrates “cicutaria” aquele adesivo e seus autores. Antes, talvez dialogasse um pouco.

Na esteira deste adesivo, a televisão brasileira disseminou, por meio do programa humorístico de Chico Anísio, a Escolinha do Professor Raimundo, caricaturando, de vez, o destino do professor brasileiro, com o bordão “e o salário, ó!” E como se não bastasse, num golpe final, a nova geração registra on-line a visão sarcástica sobre possíveis reações de professoras a respeito das políticas de valorização do ensino e do magistério em charges eletrônicas. As professoras retratadas hoje diferem em muito daquela professorinha do Ataulfo Alves ou dos filmes norte-americanos.

É possível, ainda, relembrar as tantas denominações que aparecem para escamotear a profissão docente. Seria a professora uma “tia”? Seria o professor um “educador”? Seria o professor um “mediador da aprendizagem”? E, nos últimos tempos, em que também o papel do professor é colocado em questão frente aos avanços das tecnologias da comunicação e da informação?

Todas as análises econômicas sobre o Brasil na vanguarda do desenvolvimento econômico mundial apontam para o gargalo que representa nosso atraso educacional, fartamente registrado pelas pesquisas internacionais. Numa correlação simples: o Brasil não oferece uma educação minimamente razoável porque os professores não são bem formados, não têm condições de trabalho e de carreira. E, o pior, caminhamos para uma situação em que estes problemas serão solucionados: não teremos mais professores pela falta completa e absoluta de profissionais interessados em ingressar e continuar na carreira.

Ficamos assim?

Glaucia Melasso é especialista em Tecnologias Educacionais; e Luiz Claudio Carvalho é docente no Instituto Federal de Brasília.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mais um petista na briga pela Prefeitura de Belém

Via Facebook.
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A tendência Articulação de Esquerda (AE) de Belém, aprovou, neste sábado dia 19, a indicação de Fábio Pessôa, professor da SEDUC, como pré-candidato do PT a Prefeito de Belém.

Fábio é membro da Direção Estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (SINTEPP) e da Comissão Executiva estadual do PT em representação das tendências petistas que integram o Bloco da Esquerda Petista Paraense.


Na próxima semana serão realizadas reuniões com diferentes agrupamentos, tendências, lideranças e militantes do partido na capital para conquistar apoios em favor de candidatura de Fábio Pessôa para disputar as prévias do partido (a serem realizadas em janeiro) que indicará o candidato do PT à Prefeitura de Belém para as eleições de 2012.

domingo, 20 de novembro de 2011

Almir Gabriel vende o peixe na Perereca da Vizinha

Almir Gabriel (na foto,com Jader Barbalho e Domingos Juvenil), o ex-tucano, que, melindrado, deixou o partido que fundou, depois deste recusar-se a apoiá-lo em mais uma de suas aventuras isoladas, se tornou conhecido pela alcunha de "rato fujão", depois de abrir mão de uma candidatura a Prefeitura de Belém dada como certa, em favor de Hélio Gueiros, o Papudinho. Posteriormente, descobriu-se que o recuo fazia parte de um acerto, que garantia ao tucano um amplo apoio para a eleição ao governo do Estado.

Às vésperas da eleição municipal, o Rato Fujão, já velho, desnorteado e politicamente isolado, tornou-se uma verdadeira metralhadora giratória, atirando para todo lado e unindo-se a Deus e o mundo para, quem sabe, um dia mostrar aos seus ex-pupilos tucanos que ele era e sempre foi o único iluminado do partido.

Lembra até o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

Confira uma entrevista com o Rato Fujão, que é o provável candidato do prefeito falsário Dudu à prefeitura de Belém pelo PTB (partido do mensaleiro Roberto Jefferson), à jornalista Ana Célia Pinheiro, em seu blog A Perereca da Vizinha.

Abaixo, trechos da entrevista:

Perereca: O senhor acha que o PMDB pode vir a lhe apoiar, afinal, o senhor fez as pazes com o Jader na última eleição?
Almir Gabriel: Eu gostaria imensamente. O PMDB, PT, todo mundo.

Perereca: Mas o PT vai ser difícil lhe apoiar, não é?
Almir Gabriel: Eu acho difícil porque eles não têm rumo aqui no Pará. Eu me lembro que quando eu estava disputando contra o Jarbas Passarinho, estive com o Lula, em Brasília. Ele era deputado federal e eu era senador. O Lula se virou pra mim e disse: “O PT do Pará tem muito maluco. Não me pede que te dê apoio”. Ele disse pra mim! Agora o Lula esteve aqui comigo e se ofereceu para vir aqui em casa. Eu não o recebi aqui porque ele era presidente da República e estava carregando uma candidata. Então, achei que o melhor seria um lugar neutro – e sugeri isso. Ele me recebeu na Base Aérea de Belém. Ele e a Dilma, ambos super, ultra cansados, pela campanha que estavam finalizando aqui. Mas de qualquer maneira me pediram para eu dar apoio. Qual é o problema? O PSDB me pediu para dar apoio? Não, não me pediu.

Perereca: Se o Jatene tivesse pedido o senhor teria dado?
Almir Gabriel: Não.

Algumas linhas sobre a divisão do Pará

Pessoalmente, gostaria de esclarecer o que penso sobre o que está por trás dessa proposta de divisão e não divisão: para mim, os verdadeiros mentores e promotores (mega-empresários e mega-políticos), dessa proposta, tanto do SIM quanto do NÃO, não passam de um monte de oportunistas que nunca ligaram de verdade para a população trabalhadora de nosso Estado. 

São movidos apenas por seus interesses mesquinhos, de enriquecer cada vez mais às custas do suor do povo trabalhador, aumentando suas fortunas, enquanto a qualidade dos serviços mantem-se a mesma: péssima. Com ou sem divisão.

O problema, na verdade, não é dividir ou não dividir, é promover uma radical distribuição das enormes riquezas paraenses, que hoje estão concentradas na mão de uns poucos SENHORES, seus SUSERANOS e VASSALOS.

E isso, prezados leitores, infelizmente não vai acontecer, nem com a vitória do NÃO, e muito menos com a vitória do SIM.

Só vai ocorrer quando o povo trabalhador, organizado e mobilizado, lutar pela sua participação política, para de fato intervir nos rumos de nosso Estado; reduzindo (ou extirpando) a margem de ação desses sanguessugas, que só agem de olho em seus interesses de classe. Só vai ocorrer quando os trabalhadores de todas as categorias tomarem para si a construção de seu futuro, elegendo pessoas realmente comprometidas com projetos radicais de transformação social, única alternativa capaz de garantir desenvolvimento com justiça social, em outras palavras DESENVOLVIMENTO PARA TODOS.

O pós-greve do blogue

Prezados, terminada a campanha, desarma-se o palanque.
A suspensão da greve dos professores do Estado (PA), me traz de volta a antiga rotina, entre elas a de atualização normalizada deste blogue, que não teve como não ser colocado à disposição de nossa luta, num contexto em que a categoria foi atacada por grande parte (senão a maioria) da mídia paraense.
A partir de hoje a "cobertura" será normalizada.
Obrigado pela compreensão.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ELEIÇÕES: DS mais próxima de indicar candidato petista

Em seu Bilhetim, o cientista político Edir Veiga revela os bastidores das articulações petistas para as eleições municipais do ano que vem:





Pela primeira vez em 10 anos o PT reuniu a totalidade dos membros do Diretório Municipal (45 membros) para discutir se haveria ou não prévias para a escolha do candidato a prefeito do Belém.

O campo majoritário que era contra as prévias e defendia , tão somente, um encontro municipal para defender a problemática, foi derrotado por 21 a 19. Ou seja, quem manda dentro do DM-PT Belém é a coalizão comanda pela DS [Democracia Socialista, tendência interna do PT, a qual pertence a ex-governadora Ana Júlia].

Para impor suas posições políticas a DS contou com a aliança com a Convergência Socialista Revolucionário, ligada ao ex-força socialista, Stéfanni Henriques e com o apoio da Articulação de Esquerda.


(....)

Com o poder demonstrado na decisão sobre as prévias, e com o potencial econômico emanado do gabinete de deputado federal, a DS e seus aliados demonstraram que podem ganhar o primeiro e o segundo turno das prévias que vai indicar o candidato a prefeito de Belém pelo PT. Puty assume a condição de favorito para ser o candidato petista em 2012 em Belém.

O PT é isso, funciona na lógica do cabo de guerra, não importa o que é melhor para o partido, o que move esta organização é o projeto de cada facção. Diria mais, o marxismo-leninismo continua o mesmo. O PT não passa de guarda chuva de projetos particulares.

Creio que as prévias dão mais vitalidade ao partido, quando funciona com base na militância voluntária e nos debates de idéias. No PT há muito, está lógica não existe mais: o que conta é a quantidade de militantes mobilizados a partir de critérios pragmáticos, da patronagem e do poder econômico.

Alguém me diria, mas a profissionalização de militantes é a lógica de todos os partidos. Eu responderia, é verdade, Mas o PT não nasceu para repetir estas práticas. A cultura democrática e socialista e a produção de novos valores nas relações políticas, partidárias e inter-pessoais seria a materialização hoje, do embrião da sociedade que se quer erigir, pelo menos assim formulou Antônio Gramsci.

"Todos" somos burgueses, e reproduzimos na íntegra prática de uma cultura política que deveria ser enterrada na sociedade brasileira. Adios novo mundo a partir da política-partidária. Que todos nos "locupletemo-nos".

Carimbó da Miséria: O piso dos professores do Pará

sábado, 12 de novembro de 2011

Greve dos professores do Pará continua

Em Assembleia Geral realizada na ultima sexta-feira, dia 11, no Centro Social de Nazaré, os professores da rede estadual decidem manter a greve da categoria.

Jatene mal das pernas



A pesquisa Datafolha que avaliou a posição dos paraenses sobre o plebiscito, também mediu a quantas vão a opinião sobre a presidente Dilma e o governador Simão Jatene (foto).

O governo de Dilma Rousseff:

Ótimo ou bom:--------- 47%
Regular:----------------- 42%
Ruim ou péssimo:----- 9%
Não sabe:------------ 2%

O governo de Simão Jatene:


Ótimo ou bom:--------- 35%
Regular:----------------39%
Ruim ou péssimo:----- 20%
Não sabe:--------------- 5%



O Datafolha também dividiu as avaliações pelas três áreas que poderão vir a formar os estados do Pará, Tapajós e Carajás.

Clique aqui para ver o gráfico.



No Blog do Parsifal:

MP apura não pagamento de piso de professores

O 6º promotor de justiça de direitos constitucionais fundamentais, defesa do patrimônio público e da moralidade administrativa de Belém, Firmino Araújo de Matos, instaurou inquérito civil para apurar o cumprimento pelo Estado do Pará da lei federal que fixou o piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica. Os fatos serão analisados sobre a ótica se há ou não ato de improbidade administrativa, caso fique comprovado o descumprimento da norma legal.

Qual desses é o seu salário?


Questão de esclarecimento

Já recebi alguns comentários sobre minha "cobertura" da greve dos professores, no qual alguns leitores me pedem para "mudar o disco".

Gente, peço muita calma nessa hora. Diante de todo o ataque que nossa greve vem sofrendo da maior parte dos meios de comunicação, seria no mínimo uma deslealdade minha não colocar este pequeno espaço de troca de idéias a serviço de minha categoria, algo que sinceramente não condiz com a minha personalidade. Sem falar em toda a legitimidade e justeza de nosso movimento, que não reivindica nada além do cumprimento da lei, no caso, a Lei do Piso Nacional, que o governo Jatene insiste em não querer pagar.

Portanto, peço a compreensão de meus poucos leitores para com minha "cobertura" da greve dos professores, além de pedir-vos seu valoro apoio.

Mesmo assim, prometo dar uma variada.

A greve segundo o Blog do Barata

No Blog do Barata, uma cobertura diferente da greve dos professores.

GREVE – A balança viciada da Justiça paraense

(....)
O inusitado, na decisão do juiz Elder Lisboa, ao julgar a greve abusiva, é que a manifestação do magistrado tem como cenário a suposta radicalização por parte dos grevistas, sem considerar que a paralisação tem como combustível a postura claramente intransigente do governo Simão Jatene. O governo que esgrime como álibi, para sua inocultável incapacidade em gerenciar a crise, o impacto na folha salarial, com o pagamento integral do piso salarial dos professores, é o mesmo que promove a escandalosa farra de contratações de temporários, em detrimento dos concursados, à espera, até aqui em vão, de nomeação. E isso tudo sob a cumplicidade da Justiça paraense, cuja balança parece viciada, de modo a favorecer os atuais inquilinos do poder.
(...)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Agora, é só a comunidade quem pode nos apoiar

A greve dos professores continua, apesar de tudo. Mas agora, penso que nossa tarefa maior é esclarecer a população DIRETAMENTE, explicando a alunos e pais de alunos, o porquê de nosso movimento. Como fizeram os colegas na escola Hilda Vieira, na foto aí emcima.

Se ganharmos a comunidade para nossa justa causa, pronto. Isso é o que interessa. O jornal do Jader Barbalho é que não vamos ganhar mesmo, e, pelo andar da carruagem, não vamos conquistar nem mesmo a tolerância de nenhum dos poderes constituídos; até o Ministério "Público" (que deveria mandar o governador cumprir a Lei do Piso) voltou-se contra nós, pressionando a Seduc a abir procedimentos administrativos contra os grevistas.

A orientação agora é essa: vamos dialogar com alunos e pais de alunos; eles entenderão que nossa luta é pela educação de qualidade, e saberão separar os que realmente tem responsabilidade com o ensino, dos políticos de plantão, oportunistas que só vêem no Estado um COFRE para aumentar de forma fácil e rápida suas fortunas construídas sem o suor laboral, que é nossa marca registrada. Jader Barbalho, Duciomar Costa, Almir Gabriel e companhia que o digam.


Por isso, defendo que marquemos reunião com alunos e pais de alunos em todas as escolas, não apenas para dar uma justificativa, mas para explicarmos os motivos de nossa greve.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Por que nossa greve já é vitoriosa

Nesta sexta-feira, dia 11, a partir das 9h, no Centro Social de Nazaré (CAN), nós, professores da rede estadual, realizaremos mais uma Assembleia Geral da categoria, para discutir nossa greve, que já chega a 45 dias.

Em minhas passagens pelas escolas, com os demais professores que encontram-se nos grupos de mobilizações pelos bairros, venho percebendo que nossa greve, independentemente do que venhamos a conquistar, já é vitoriosa. Acima de tudo, por revelar a coragem e a determinação desta valorosa categoria, que não se dobra perante as bravatas de nossos patrões e seus aliados, a saber, o governo Jatene, a Justiça paraense e a imprensa vendida.

Sozinhos, vimos enfrentando a todos eles, sob as ameaças mais odiosas e sórdidas, típicas de governos autoritários e fascistas. Nunca vi um governo de Estado ou um juiz - como o "doutor" Elder Lisboa -  irem tão longe na repressão a uma categoria de trabalhadores. Talvez achemos exemplos nos anos da Ditadura Militar. E não estou sendo exagerado não. Relacionemos um a um o pacote de maldades com que Elder Lisboa presentou Simão Jatene, para que o desgaste político deste governador com a greve fosse amenizado:
1) Inicialmente, determinação do retorno ao trabalho de 50% dos grevistas para não considerar a greve ilegal: geralmente, determina-se 30% no caso de "serviços essenciais", o que não é o caso da educação (a não ser que o governo considere que a educação é essencial, o que não penso ser o caso)

2) Logo após e em tempo recorde, o juiz, além de determinar a greve ilegal e abusiva, determina o seguinte: retorno imediato dos trabalhos, e algo hilário, se não fosse verdade: pagamento de multa de R$ 25 mil, não pelo sindicato, mas pelo seu presidente (se não fosse um magistrado tão desinformado saberia que não há presidente e sim dois coordenadores gerais no Sintepp).

Aliás, perceberam algo de estranho nessa transferência da responsabilidade da pessoa jurídica para a pessoa física na decisão do juiz? Eu percebi. Aliás, qualquer aluno de direito mediano e indolente sabe que não se pode confundir o patrimônio de uma com o da outra, principalmente quando o ato que deu causa à "dívida" foi tomado no exercício da função. E o que é pior, não bastasse sua excelência rasgar o Código Civil ao confundir as responsabilidades de pessoa jurídica com pessoa física, ela ainda aplicou uma "multa" totalmente desproporcional (aliás, outro princípio básico do direito aviltado, o da proporção): ao mandar uma professora do Estado (que ganha algo em torno de R$ 3 mil mensais)  pagar uma multa de R$ 25 mil, ela (sua excelência) talvez tenha pensado que os professores ganham o mesmo que um juiz.
Mas na verdade, o que está por trás dessa "confusão" de responsabilidades é o objetivo de intimidar, de assustar cada um de nós, mostrando quem é que manda e quem deve obedecer.
Tanto é assim, que, depois de cair em si, o senhor Elder Lisboa reformou sua sentença transferindo novamente à pessoa do Sindicato a responsabilidade pelas ações de seus dirigentes no exercício da função.

3) Na mesma linha repressiva, o juiz Lisboa determinou ainda (pasmem) que o Estado abra Procedimento Administrativo Disciplinar (os famosos PADs) a quem continuar em greve, ou seja, a grande parte dos não sei quantos mil professores (e demais profissionais da educação) do Estado. Mais uma afronta à lei. Por quê? Por que o PAD é, segundo o mestre Hely Lopes Meirelles, "o meio de apuração e punição de faltas graves dos servidores públicos (...)". Não me consta que exercer o direito de greve constitua "falta grave", a não ser na ótica autoritária do juiz Lisboa.
Outra distorção, entre as várias que poderíamos explorar na referida sentença, está a intromissão na esfera do Poder Executivo, ao praticamente "autorizar" a abertura dos PADs, considerando que este é um instrumento de iniciativa exclusiva do Executivo, em que o Judiciário não tem nenhuma ingerência, a não ser para julgar, a posteriori, se houve ilegalidade em sua condução. Novamente, percebemos a vocação do juiz Lisboa para, extrapolando suas competências, tentar intimidar a categoria. Digo "tentar" por que, ao invés de intimidar, o juiz só tem conseguido nos unir e fomentar nossa indignação perante toda essa injustiça.

4) Mas não bastaram os ataques do juiz Lisboa, o governo acrescentou outros, como: demissão imediata dos professores temporários, coação aos em estágio probatório, corte de pontos, mandou seus diretores de confiança ligarem para cada um dos professores para "convidar" para as famosas "reuniões de retorno". Mas a categoria é mais: implodimos (e continuaremos implodindo) várias dessas reuniões, mostrando aos colegas indecisos que a estratégia do governo é justamente essa, rachar nosso movimento, pois sabe que unidos somos invencíveis.

5) Quem também inaugurou um novo tipo de ataque a nossa greve foi a grande mídia local: foi um festival de "matérias" tendenciosas, teve até manchete profética: GOVERNO VAI DEMITIR GREVISTAS, estampou em sua capa, no dia de nosso ato mais forte, o Diário Oficial do PMDB. Após várias denúncias, vaias coletivas, e até incêndio de jornal, nesta quinta-feira, dia 10, fomos surpreendidos com duas boas matérias: uma no Jornal Liberal Primeira Edição, da TV Liberal, outra do Jornal do SBT, com direito a alguns comentários amigáveis ao nosso movimento.

Será que se tivéssemos enrolado nossas bandeiras e votado pelo fim de nossa greve na última assembléia isso estaria acontecendo? Claro que não. Essas reversões só nos mostram que devemos seguir fortes e unidos até onde for possível. A luta é o limite.

De forma que só posso concluir que: ao resistir, por 45 dias, a um governo anti-popular e autoritário (com seus braços vivos em quase todas as escolas), a um juiz repressivo, que se presta a ser o carrasco de nossa categoria, a uma imprensa cujos donos são aliados convictos do governo Jatene, tentando a todo instante jogar a população contra a gente, somos mais do que vencedores.

Mas a luta não pára por aqui, não. Se chegamos até aqui, apesar de tudo isso, é por que tivemos a sina de nunca desistir, pois como dizia o grande mestre Paulo Freire: "Se estamos a favor da vida e não da morte, da eqüidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio (...) não temos outro caminho senão viver plenamente a nossa opção"

Rodoviários de Ananindeua e Marituba apoiam greve dos professores

Recebida por e-mail.

O Sintram, Sindicato dos Rodoviários de Ananindeua e Marituba, orienta farol acesso em apoio à greve da educação

Na madrugada do dia 11, o Sintram estará na garagem de ônibus da viação Forte organizando o apoio dos rodoviários aos educadores. Durante toda a manhã, enquanto os professores realizam assembléia, a categoria vai rodar com os ônibus de farol aceso.

“O gesto marca a continuidade do apoio que já manifestamos como nossa presença nas passeatas e assembléias da greve. Simboliza o apoio à luta por uma educação de qualidade e ao sintepp, que vem sendo criminalizado. É um repúdio a truculência do governo Jatene, que não atende as reivindicações e massacra o povo e aos estudantes. É um repúdio a justiça que não obriga o pagamento da lei do piso salarial e tenta interferir na greve em favor do patrão” declarou Marcio Amaral, presidente do sintram.

Abaixo declaração do Sintram – Sindicato dos rodoviários de Ananindeua e Marituba.

Mais informações: Marcio Amaral – 87083849


TODO APOIO À GREVE DA EDUCAÇÃO


Farol aceso em solidariedade ao professor do seu filho que está lutando por salário digno e em defesa da educação pública.

Os trabalhadores em educação do estado do Pará estão em greve pelo pagamento do piso salarial da categoria. Direito já votado e reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O governador Simão Jatene (PSDB) diz que não tem dinheiro para atender os professores, quanta mentira! Dinheiro existe só que está sendo desviado para a corrupção na Assembléia Legislativa e investido na propaganda enganosa que tenta pintar nosso estado como uma terra de oportunidades.

Assim como os trabalhadores em educação, nós trabalhadores rodoviários sentimos na pele a falta de segurança em nosso local de trabalho devido o aumento da violência. Nossos filhos e familiares querem uma educação pública e um transporte de qualidade para a população.

Os trabalhadores em educação sempre apoiaram nossas campanhas salariais e nos momentos mais difíceis de nossas greves sempre estiveram ao nosso lado. É hora de dar uma forra a essa categoria tão lutadora e honesta.


SINTRAM APÓIA REIVINDICAÇÃO DOS EDUCADORES:


1. Pagamento integral do Piso Nacional Profissional do Magistério
2. Implementação efetiva do PCCR
3. Gestão democrática das escolas do estado
4. Fim da violência nas escolas do estado
5. Não desconto dos dias parado
6. Restabelecimento da Base de Cálculo


Farol aceso durante toda essa manhã – 11/11/2011!

Um bom exemplo de como cobrir a greve dos professores

Por que Claudio Puty quer ser candidato a prefeito?

Quem responde é o cientista político Edir Veiga, em seu Bilhetim:
 

DS: Ana Júlia e o futuro eleitoral de Puty

Independente de Ana Júlia aceitar ou não a candidatura a vereadora, como quer o PT para potencializar eleitoralmente sua legenda. Uma coisa já é dada como certa: Ana Júlia será candidata a deputa federal em 2014.


Este fato já vem contaminando o humor e a ação política de Cláudio Puty. Neste momento Puty quer projetar seu nome na região metropolitana, para em 2014 ter certeza de que pode ter chance de eleição, seja na disputa para deputado federal ou estadual. A iminente candidatura de Ana em 2014 já desloca, na marra, as pretensões de Puty rumo a Assembléia Legislativa em 2014.

Para Puty é vital massificar seu nome na regão metropolitana, e o palco ideal para realizar esta estratégia seria a disputa de 2012: o projeto individual tenta passar por cima da tática partidária, é sem dúvida uma ação facciosa, o interesse da parte se sobrepõe ao todo, como aliás se comportam as tendências petistas ao longo dos anos.

O direito de greve dos professores e a ditadura de um juiz

Enviada gentilmente por e-mail pelo autor para publicação no blogue.

* João Carlos Santiago

Pode um juiz, em menos de duas páginas, através de Liminar, decretar que um direito líquido e certo garantido pela Constituição Federal de 1988, o direito de greve, deixe de existir? Pode um juiz, a seu bel-prazer, passar por cima de um tratado jurídico, a Constituição Federal, conseqüência das lutas operárias e de todo o povo que colocaram abaixo uma ditadura militar de vinte anos? Categoricamente, não! Nenhum juiz pode legislar contra a Lei Maior do país sob pena de incorrer em abusos e em situações ad absurdum.

Entretanto, o Juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital, Elder Lisboa, desde que foi deflagrada a greve dos trabalhadores em educação no Estado do Pará, em 26 de setembro, vem sistematicamente afrontando a Constituição Federal e a Lei de Greve. Logo no 4º dia de greve, o juiz concedeu liminar ao governo estadual, determinando ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) que 50% das salas de aula estejam funcionando, além de considerar o movimento abusivo e determinando multa de R$ 10 mil diários se houver desobediência dos professores à decisão. Em seu despacho o juiz argumentou que a educação é um “serviço essencial” e que poderia causar “dano irreparável à população”.

Como a categoria dos professores se manteve aguerrida e determinada na greve, cobrando simplesmente a aplicação da Lei 11.738/08 que estabelece o Piso Nacional do Magistério Básico, hoje no valor de R$ 1.187,00, o juiz Elder Lisboa novamente insuflou-se contra os grevistas e seu sindicato, decretando no último dia 04/11, que cem por cento dos professores e técnicos retornem ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 25 mil caso a decisão não seja obedecida. Imediatamente o governo do tucano Simão Jatene (PSDB) aproveitou a oportunidade para passar à ofensiva e cortar o ponto dos grevistas, bem como demitir os temporários que aderiram à greve.

Em uma demonstração de bravura e coragem nunca vistas, os professores em Assembléia Geral no dia 06/11 decidiram não acatar a ordem do juiz e continuar em greve, com o justo argumento de que o juiz tem dois pesos e duas medidas: reprime legalmente os grevistas e não toma nenhuma medida contra o governo do Estado que se recusa a cumprir a Lei do Piso Nacional do Magistério. Não bastasse os abusos do juiz Elder Lisboa, o Ministério Público Estadual veio logo em seu auxílio, através da Promotora Maria das Graças Correa, solicitando a abertura de inquérito policial para apurar crime de desobediência à determinação judicial, o que na prática, pode levar à prisão dos dirigentes da greve.

Ao rasgar a Constituição Federal e a Lei de Greve, o juiz Elder Lisboa arbitrou para si poderes que não lhe pertencem, nomeando-se um “déspota” da magistratura, igualando-se em suas atitudes, à ditadura militar que pisoteou nossos direitos políticos por vinte anos. Qual a diferença entre uma ditadura militar que impedia e reprimia as greves e um juiz que usa o poder da caneta para decretar o fim de uma paralisação? Nenhuma.

Contra a “ditadura” do juiz Elder Lisboa, a Constituição Federal de 1988, no artigo 9º, diz categoricamente: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. Este mesmo direito é ratificado na Lei nº 7.783, de junho de 1989 (a Lei de Greve), em seu artigo 1º. No caso da greve no serviço público, a regulamentação específica prevista pela Constituição nunca foi feita pelo Congresso Nacional.

Em seus Despachos para decretar a abusividade e a ilegalidade da greve, o juiz insiste que a educação é um “serviço essencial”, e que pode causar “dano irreparável” à população. Que a Educação é um serviço social relevante todos sabemos, menos o governo federal e o governo Jatene, que se recusa a pagar o Piso Salarial Nacional. Mas decretar a ilegalidade da greve com base nessa argumentação não se sustenta, pois a Lei 7.783/89 (Lei de Greve), em seu artigo 10º é bem explícita quando elenca os 11 itens essenciais, dentre os quais serviços hospitalares, transportes, telecomunicações, controle de tráfego aéreo, etc. A Educação não figura nesses itens.

Mesmo que a Educação fosse considerada um serviço “essencial”, mesmo assim, os trabalhadores teriam garantido o seu direito de greve, observando o disposto na Lei 7.783/89.

Ad Absurdum é pouco para designar esta nova invectiva da justiça contra os trabalhadores em educação. Foge a todo o princípio da lógica jurídica e sua intenção obedece apenas aos ditames do governo do Estado e das classes dominantes que estão perdendo seus lucros sem a circulação de 800 mil estudantes e 40 mil professores no dia a dia dos municípios.

Essa atitude dos juízes, completamente “fora da lei”, contra a Constituição federal, só trará mais ímpeto aos professores e à sua greve. Os professores, com sua atitude determinada, com sua greve justa,legítima e legal, são os únicos que podem chamar a justiça e seus juízes à razão, pois estes já mostraram que estão legislando em nome de interesses dominantes, contra o direito de greve e a favor de um governo que está totalmente fora da lei.

Vemos que a máxima de Marx contra os juízes ingleses que legislavam contra as associações de operários se aplica integralmente aos juízes que legislam contra a greve dos professores no Pará: “os eternos serviçais das classes dominantes”.
 
*Professor de Sociologia da UFPA

Quanto vale um professor

Recebido por e-mail.

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AULA DE MATEMÁTICA

Hoje vou brincar de professor de matemática. Vou passar alguns problemas para vocês resolverem.

Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?


Resposta: 200 alunos dia.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.

Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche: 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários


Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?

R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº2

O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?


Resposta: aproximadamente 0,27 mensais

(vixe, valemos menos que o pacote de pipoca)... continuando os exercícios...

Problema nº3


Um professor de padrão de vida simples,solteiro e numa cidade do interior, em atividade, tem as seguintes despesas mensais fixas e variáveis :

Sindicato: R$12,00reais

Aluguel: R$350,00reais ( pra não viver confortável)


Agua/energia elétrica: R$100,00 reais (usando o mínimo)

Acesso à internet: R$60,00 reais

Telefone: R$30,00 reais (com restrições de ligações)

Instituto de previdência: R$150,00 reais


Cesta básica: R$500,00 reais

Transporte: sem dinheiro

Roupas: promocionais

Quanto um professor gasta em um mês?

Total das despesas: R$1202,00

Qual o saldo mensal de um professor?


Saldo mensal: R$1187,00 - 1202= -15 reais, passando necessidades

E no caso deste professor ter mulher e filhos?

Agora eu te pergunto:
- Que dinheiro o professor terá para seu fim de semana?
- Quanto o professor poderá gastar com estudos, livros, revistas, etc.
- Quanto vale o trabalho de um professor??
- Isso é bom para o aluno???
- Isso é bom para a educação pública do Brasil??

Agora olhem a pérola que o Sr. Governador do Ceará disse:

" Quem quiser dar aula faça isso por gosto, e não pelo salário.

Se quiser ganhar melhor, peça demissão e vá para o ensino privado "

Cid Gomes - Governador(_) do Ceará

SE VOCÊ ACHA QUE NOSSO GOVERNADOR DEVE ABRIR MÃO DE SEU SALÁRIO E GOVERNAR POR AMOR, PASSE PARA A FRENTE!.

CAMPANHA
"Cid, doe seu SALÁRIO e governe por AMOR !"


Vamos espalhar isso aos 4 ventos e aumentar a campanha:

DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS, MINISTROS, DOEM SEUS SALÁRIOS E TRABALHEM POR AMOR!

A ética tucana

O Pará é uma festa: filho do senador Flexa Ribeiro aluga casa por R$ 84 mil à Secretaria Estadual de Saúde, na qual é, também, um alto assessor.

É incrível, mas verdadeiro: o filho do senador Flexa Ribeiro, o médico Fernando de Souza Flexa Ribeiro Filho, alugou uma casa à Secretaria Estadual de Saúde (Sespa), na qual ele, Flexa Filho, trabalha como assessor.


Você não leu errado, não: o médico Flexa Filho, além de ser filho de um senador do mesmíssimo PSDB que comanda o Governo do Pará, é alto assessor da Sespa, a secretaria à qual alugou uma casa, na rua Fernando Guilhon, em Belém.

Valor do aluguel: R$ 84 mil por ano, ou R$ 7 mil por mês. E tudo, é claro, com dispensa de licitação.


Mais AQUI, na Perereca da Vizinha.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

GREVE: Quarta, 9h, Todos ao Trevo do Satélite

Para todos nós professores, chegarmos até aqui, apesar de todos os ataques despóticos do governo Jatene e da Justiça paraense, já é uma grande vitória. Mas isso não basta. Temos que mostrar aos nossos alunos e à sociedade que toda a nossa luta não foi em vão. Não podemos deixar o mal vencer.
Vamos fazer um ATO VITORIOSO e mostrar toda a nossa força e disposição de luta ao governo.
A GREVE CONTINUA, JATENE A CULPA É TUA!

TODOS AO TREVO DO SATÉLITE.

QUARTA, 09/11, A PARTIR DAS 9h.

TRAGA MAIS UM PROFESSOR E CONVIDE UM ALUNO.


O triste papel de um governo repressor

Cobertura da RCA

Repressão alimenta revolta dos estudantes na USP


Após prisão de estudantes em reintegração de posse, alunos da USP decretam greve geral

Os estudantes da USP (Universidade de São Paulo), reunidos em assembleia na noite desta terça-feira (8), decretaram greve geral do corpo discente, em protesto contra a prisão de manifestantes durante a reintegração de posse na reitoria da instituição na madrugada de hoje. Eles também pedem a saída da Polícia Militar do campus.
A assembleia começou por volta das 20h30, no prédio do curso de história. Cerca de 3 mil estudantes participaram da assembleia.

Fiança
A advogada da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), Eliana Lúcia Ferreira, afirmou que a organização já pagou a fiança de 72 manifestantes presos após a reintegração de posse. Segundo ela, o valor total é de R$ 39.240 (R$ 545 por manifestante). O dinheiro foi arrecadado por filiados da organização em todo o país.
A polícia está processando os alvarás de soltura dos estudantes e, como eles devem ser feitos um a um, o processo deve levar algumas horas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A greve dos professores paraenses continua II

A greve dos professores paraenses continua

Em uma Assembléia Geral massiva, em que participaram cerca de 1.300 pessoas, realizada na manhã desta segunda-feira, 07, no Centro Social de Nazaré (CAN), os professores da rede estadual do Pará decidiram manter a greve estadual da categoria, que completa hoje 41 dias, e que tem como principal pauta de reivindicação o pagamento integral e imediato do piso salarial mínimo da categoria, cuja lei federal foi confirmada pelo STF no mês de setembro deste ano.

Indignada, a categoria decidiu também recorrer da decisão do juiz Elder Lisboa, que determinou o retorno imediato das aulas, entretanto não determinou o pagamento imediato do piso nacional dos professores, atualmente, no valor de R$ 1.187,00. O governo diz que não tem dinheiro e quer pagar apenas 30% (ou seja, R$ 27,00) da diferença entre o piso legal e o piso praticado atualmente pelo governo do Estado, em torno de R$ 1.090,00.

Entretanto, estudos encomendados pelo sindicato da categoria, o Sintepp, revelam que, além de ter dinheiro suficiente em caixa, o governo do Estado nada vai receber do dinheiro que está solicitando do MEC, pois não vem aplicando os 25% do seu orçamento na educação, uma das exigências do Ministério para fazer a complementação.

"O governo mente para a população e para a categoria quando diz que não há dinheiro para a educação. Pois, qualquer cidadão deste Estado sabe que há dinheiro para outras "prioridades", como a corrupção, através do pagamento de deputados corruptos e funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa, que juntos consumiram mais de R$ 40 milhões dos cofres públicos, sem contar os esquemas que ainda não foram descobertos e que desviam recursos que dariam não apenas para pagar o piso mínimo da categoria, mas para melhorar a situação da educação como um todo", comentou o professor José Miguel Alves, do Colégio Pedro Amazonas Pedroso e um dos membros do Comando de Greve da categoria.

Com palavras de ordem como A GREVE CONTINUA, JATENE A CULPA É TUA e Ô Ô, JATENE, EU VER, O DINHEIRO DO PISO APARECER, os professores encerraram a Assembléia e realizaram uma passeata até o Centro Integrado de Governo (CIG), onde deram uma vaia coletiva ao governador Simão Jatene, aos secretários Nilson Pinto e Alice Viana e ao juiz Elder Lisboa.

Nesta terça-feira, dia 08, a manifestação continua, com um ato em frente ao TJE, na rodovia Almirante Barroso e  na quarta-feira, dia 09, em frente ao Trevo do Conjunto Satélite, na rodovia Augusto Montenegro.

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